Lakeview Terrace (2008)
Publicado por jcosta em 28/10/2009
Olá. Com um dia de atraso cá vai a review do filme do ano transacto que dá pelo nome em português de Vizinho Suspeito.

Género: Drama / Thriller.
Duração: 110 min.
Língua: Inglês.
Orçamento: 20 milhões de dólares.
Receita: 44.5 milhões de dólares.
Rating: M/12.
Tagline: What could be safer than living next to a cop?
Realizado por: Neil LaBute (The Wicker Man).
Elenco: Samuel L. Jackson (Nomeado para 1 Óscar || Pulp Fiction), Patrick Wilson (Watchmen), Kerry Washington (Fantastic Four), Ron Glass (Serenity), Jay Hernandez (Hostel), Regine Nehy (Boot Camp), Jaishon Fisher (The Ant Bully) e Justin Chambers (Greys Anatomy).
Sumário: Abel Turner (Jackson) é um polícia viúvo, residente em Lakeview Terrace com os seus dois filhos. Abel segue uma política de regras muito duras com os seus filhos, mostrando ser muito exigente. Quando um casal interracial, Chris (Wilson) e Lisa (Washington) se mudam para a casa ao lado, o polícia fica perturbado com isso. Na primeira noite o casal é incomodado pelas luzes de vigilância de Abel, claramente apontadas à janela do quarto deles, assim como no dia a seguir, Chris encontra uma multa no seu carro e à noite Abel simula um car-jacking que parecia uma brincadeira, mas que acaba com o polícia a mandar bocas ao recém casado. Quando entra em casa, acaba por ter relações sexuais com a mulher na piscina, sem saberem que os filhos de Abel estão a ver, o que deixa o seu pai furioso. Os pequenos distúrbios continuam e numa festa dada pelo casal, Abel começa a insultar os outros convidados, vandalizando também nessa noite o carro de Chris, que nada pode fazer sabendo que o seu vizinho ao ser polícia está completamente protegido. O casal continua a tentar se afastar o máximo de Abel, mas o próprio parece-se recusar a recuar e as suas acções começam-se a tornar mais graves, fazendo com que estes comecem a recear pela própria integridade física e até pela própria vida.
Review: Mais uma vez, fui ver este filme sem qualquer tipo de grandes expectativas. Produzido pela estrela Will Smith e protagonizado pelo senhor faz-tudo Samuel L. Jackson, chamou-me mais à atenção pelo seu tema e não por esperar algo decente. Já não é a primeira vez que afirmo que adoro thrillers e continuo a tentar ver muitos, porque sei que mesmo com as desilusões cada vez mais crescentes, de vez em quando se apanha um muito bom. Portanto quanto ao tema, achei interessante a até curioso para ver como eles conseguiam montar isto sem criar um ritmo monótono e sem entrarem na estupidez. Curiosamente, à medida que ia vendo até me estava a entreter. Apesar de um senão grande (que já lá vou), a história estava gira, sem ser nada de especial, e o enredo estava a desenvolver bem e conseguia captar a atenção. Agora o problema que falo é que, na minha opinião, exagerou-se um bocado. Penso que o facto de Abel fazer as coisas que faz só porque não gosta de ver uma mulher negra com um homem branco, não cola lá assim muito bem. Esperava algo mais do género de Abel se incomodar e ser frio para com o casal, mas até começar a vandalizar carros, simular car-jackings, mandar bocas ofensivas e inclusive fazer de propósito outras coisas mais (e menos) graves, vai um grande caminho. Se a personagem mantivesse essa postura, podia haver uma agressividade recíproca por parte de Chris, fazendo talvez uma partida que acabasse mal e aí o Jackson se passar e começar a dizer… “Enough is enough! I’ve had it with this motherfucking neighbours in this motherfucking street”… um pouco à semelhança da sua frase no Snakes on a Plane. Mas não… e isso borrou um bocado a pintura. Mesmo assim, não há monotonia e há um enredo “entretido”.
Mudando um bocado o assunto para os actores, Samuel L. Jackson como principal merece ser o primeiro. O veterano mesmo não tendo um talento por aí além, é talhado para estas personagens e cumpriu certamente com o planeado nesta sua representação. Patrick Wilson safa-se bem, conseguindo do meu ponto de vista passar bem a ideia do tipo impotente, que sabe que tendo um polícia como “inimigo” está lixado. Kerry Washington penso estar inferior, pois acaba por ser um bocado amorfa no filme todo. O resto do elenco praticamente não interessa nem para plantar batatas.
Com o que falei à pouco do exagero e com o facto de termos uma história banal, este trabalho não ganha um título superior a mediano mas que não deixa de ser positivo e até uma surpresa interessante (para o que eu esperava). Tendo em conta que o anterior trabalho deste realizador foi o Wicker Man com outro faz-tudo, Nicolas Cage (que por sinal é inferior a Jackson), este filme acaba por ser bem bom. Já viram se fosse como essa coisa com o Nicolau Gaiola? Medo. Já agora, mais intensidade por parte da actriz Washington também não se perdia nada. Assim, fico com algumas dúvidas sobre que nota hei de dar a isto, porque penso que algo mais entre o Haunting In Connecticut (6) e o Knowing (6.5) era o mais certo. Mas como nao dou dessas notas, faço arredondamento para baixo, mas mais uma vez sublinho que é um filme capaz de entreter e com alguma qualidade.
Próximo post será musical com um pouco do orgulho nacional e o filme que virá num futuro não muito longínquo, será um não muito conhecido, mas que andou aí na berra na temporada dos prémios, e que tem o senhor Dustin Hoffman e a senhora Emma Thompson nos principais papéis.
Nota: 6
Trailer: