Olá. Hoje volto aos filmes e a este não muito conhecido, mas que foi nomeado para alguns prémios, nomeadamente Globos de Ouro. Este em português tem o nome: A Um Passo do Amor.

Género: Drama / Romance.
Duração: 90 min.
Língua: Inglês.
Receita: 31 milhões de dólares.
Rating: M/12.
Tagline: When it comes to love, is it ever too late to take a chance?
Realizado por: Joel Hopkins (Jump Tomorrow).
Elenco: Dustin Hoffman (Vencedor de 2 Óscares || Tootsie), Emma Thompson (Vencedora de 2 Óscares || Sense And Sensibility), Eileen Atkins (Gosford Park), Kathy Baker (Cold Mountain), Liane Balaban (Definitely, Maybe), James Brolin (Traffic) e Richard Schiff (I Am Sam).
Sumário: Harvey Shine (Hoffman) é um divorciado americano, que sempre sonhou ser músico de jazz, mas acabou por se tornar num escritor de jingles para publicidade. Na semana do casamento da sua filha Susan (Balaban) em Londres, o seu chefe (Schiff) dá a entender que o emprego de Harvey está numa posição ténue, mas este promete que voltará logo assim que o casamento terminar. Kate Walker (Thompson) é uma mulher britânica, solteira e cuja mãe (Atknis), recém recuperada de um cancro, está constantemente a telefonar-lhe e a exigir atenção. No seu trabalho, no aeroporto de Heathrow, aborda o recém chegado Harvey para um inquérito, sendo prontamente afastada rudemente por ele. Harvey dirige-se para o hotel reservado em Londres, apercebendo-se posteriormente que a sua ex-mulher (Baker), alugou uma casa para todos os convidados menos para ele. O jantar prévio ao casamento não corre bem, pois Harvey é olhado com desdém por todos os outros e tratado abaixo do padrasto da sua filha, Brian (Brolin). Este é também o escolhido por Susan para a levar ao altar. Devastado, Harvey após a cerimónia sai e tenta regressar a casa. Com algum azar, perde o seu voo e é despedido por telefone, quando tentava avisar o seu chefe de que não chegaria a tempo. Num bar, para afogar as suas mágoas, Harvey encontra de novo Kate, de ressaca de um mau encontro, e mete conversa com ela. Apesar da relutância inicial de Kate, esta começa a responder, o que leva a que ambos se comecem a conhecer melhor e comecem a nascer sentimentos nos dois, que há muito pareciam perdidos. Esta pode bem ser a última hipótese de Harvey de conhecer a felicidade, e de Kate conseguir arranjar uma pessoa com que possa finalmente partilhar a sua vida.
Review: Sabe bem voltar a ver de novo um filme. O trabalho exagerado devido a incompetências de terceiros e à preparação da minha tese, levou a que estivesse um pouco afastado do cinema. Mas, lá arranjei um tempo para seguir com a lista e prosseguir para este Last Chance Harvey. Se não me engano, teve duas nomeações para globos de ouro, mas na categoria de comédia. Porem eu já esperava que isto não fosse para rir. São muitos anos…
Last Chance Harvey é um filme com uma história bastante interessante, algo dramática, mas sempre contada de uma maneira light e aqui e ali com umas pinceladas de humor. Acaba por ser agradável perder uma hora e meia a ver este trabalho, pois consegue cumprir muito bem a sua missão de entreter e talvez tocar alguns espectadores. A carga emocional não é muito forte estando, numa escala de zero a Anatomia de Grey, num nível bastante intermédio, mas mesmo assim as situações das vidas destas duas personagens conseguem transmitir algo, e para muita gente será impossível de evitar de aqui e ali um misto de pena, esperança, alegria e até alguma raiva, enquanto torce fervorosamente pelos dois. De notar que tudo desde o emprego de Harvey, à sua chegada a Londres, ao casamento e relação familiar, até ao seu encontro com Kate e passando até pela sequência final, há um grande cuidado na maneira como tudo é montado, dando grande coerência ao filme.
Para isso contribuem e muito as duas prestações notáveis dos dois monstros que encabeçam o elenco. Dustin Hoffman faz uma das melhores prestações dos últimos anos, provando mais uma vez ser um autêntico camaleão, capaz de interpretar o que quer que seja com qualidade acima da média. Emma Thompson a mesma coisa. Não tão brilhante, consegue se manter com a cabeça de fora e mostrar o seu enorme valor, contracenando ao lado de Hoffman em forma. Uma dupla que funcionou às mil maravilhas. Nota ainda, para a prestação bastante boa de Eileen Atkins, que consegue transmitir a tal pena misturada com alguns sorrisos, pelas situações caricatas com o seu vizinho polaco.
Para um realizador inexperiente como Joel Hopkins, que apenas fez um filme antes deste pouco conhecido e uma curta-metragem com um nome bonito (Jorge), surpreende bastante com este trabalho, que não sendo nada de abismal deixou-me com um sorriso na cara, pois diverti-me bastante. Não é preciso grandes histórias elaboradas para fazer um bom filme e este é claramente a prova disso. Reconheço que esta obra está mais talhada para um público mais velho que eu, mas penso que o pessoal da minha idade que não se importe de vez um bocadinho de romance, vai acabar por também gostar de ver e quem sabe um dia rever.
Brevemente, música continua e é bem provável que brevemente, nomeadamente neste fim-de-semana, o ano de 2012 chegue mais cedo a este blog. Até lá.
Nota: 7
Trailer:







