Review’em All

Last Chance Harvey (2008)

Publicado por jcosta em 09/11/2009

Olá. Hoje volto aos filmes e a este não muito conhecido, mas que foi nomeado para alguns prémios, nomeadamente Globos de Ouro. Este em português tem o nome: A Um Passo do Amor.

Género: Drama / Romance.

Duração: 90 min.

Língua: Inglês.

Receita: 31 milhões de dólares.

Rating: M/12.

Tagline: When it comes to love, is it ever too late to take a chance?

Realizado por: Joel Hopkins (Jump Tomorrow).

Elenco: Dustin Hoffman (Vencedor de 2 Óscares || Tootsie), Emma Thompson (Vencedora de 2 Óscares || Sense And Sensibility), Eileen Atkins (Gosford Park), Kathy Baker (Cold Mountain), Liane Balaban (Definitely, Maybe), James Brolin (Traffic) e Richard Schiff (I Am Sam).

Sumário: Harvey Shine (Hoffman) é um divorciado americano, que sempre sonhou ser músico de jazz, mas acabou por se tornar num escritor de jingles para publicidade. Na semana do casamento da sua filha Susan (Balaban) em Londres, o seu chefe (Schiff) dá a entender que o emprego de Harvey está numa posição ténue, mas este promete que voltará logo assim que o casamento terminar. Kate Walker (Thompson) é uma mulher britânica, solteira e cuja mãe (Atknis), recém recuperada de um cancro, está constantemente a telefonar-lhe e a exigir atenção. No seu trabalho, no aeroporto de Heathrow, aborda o recém chegado Harvey para um inquérito, sendo prontamente afastada rudemente por ele. Harvey dirige-se para o hotel reservado em Londres, apercebendo-se posteriormente que a sua ex-mulher (Baker), alugou uma casa para todos os convidados menos para ele. O jantar prévio ao casamento não corre bem, pois Harvey é olhado com desdém por todos os outros e tratado abaixo do padrasto da sua filha, Brian (Brolin).  Este é também o escolhido por Susan para a levar ao altar. Devastado, Harvey após a cerimónia sai e tenta regressar a casa. Com algum azar, perde o seu voo e é despedido por telefone, quando tentava avisar o seu chefe de que não chegaria a tempo. Num bar, para afogar as suas mágoas, Harvey encontra de novo Kate, de ressaca de um mau encontro, e mete conversa com ela. Apesar da relutância inicial de Kate, esta começa a responder, o que leva a que ambos se comecem a conhecer melhor e comecem a nascer sentimentos nos dois, que há muito pareciam perdidos. Esta pode bem ser a última hipótese de Harvey de conhecer a felicidade, e de Kate conseguir arranjar uma pessoa com que possa finalmente partilhar a sua vida.

Review: Sabe bem voltar a ver de novo um filme. O trabalho exagerado devido a incompetências de terceiros e  à preparação da minha tese, levou a que estivesse um pouco afastado do cinema. Mas, lá arranjei um tempo para seguir com a lista e prosseguir para este Last Chance Harvey. Se não me engano, teve duas nomeações para globos de ouro, mas na categoria de comédia. Porem eu já esperava que isto não fosse para rir. São muitos anos…

Last Chance Harvey é um filme com uma história bastante interessante, algo dramática, mas sempre contada de uma maneira light e aqui e ali com umas pinceladas de humor. Acaba por ser agradável perder uma hora e meia a ver este trabalho, pois consegue cumprir muito bem a sua missão de entreter e talvez tocar alguns espectadores. A carga emocional não é muito forte estando, numa escala de zero a Anatomia de Grey, num nível bastante intermédio, mas mesmo assim as situações das vidas destas duas personagens conseguem transmitir algo, e para muita gente será impossível de evitar de aqui e ali um misto de pena, esperança, alegria e até alguma raiva, enquanto torce fervorosamente pelos dois. De notar que tudo desde o emprego de Harvey, à sua chegada a Londres, ao casamento e relação familiar, até ao seu encontro com Kate e passando até pela sequência final, há um grande cuidado na maneira como tudo é montado, dando grande coerência ao filme.

Para isso contribuem e muito as duas prestações notáveis dos dois monstros que encabeçam o elenco. Dustin Hoffman faz uma das melhores prestações dos últimos anos, provando mais uma vez ser um autêntico camaleão, capaz de interpretar o que quer que seja com qualidade acima da média. Emma Thompson a mesma coisa. Não tão brilhante, consegue se manter com a cabeça de fora e mostrar o seu enorme valor, contracenando ao lado de Hoffman em forma. Uma dupla que funcionou às mil maravilhas. Nota ainda, para a prestação bastante boa de Eileen Atkins, que consegue transmitir a tal pena misturada com alguns sorrisos, pelas situações caricatas com o seu vizinho polaco.

Para um realizador inexperiente como Joel Hopkins, que apenas fez um filme antes deste pouco conhecido e uma curta-metragem com um nome bonito (Jorge), surpreende bastante com este trabalho, que não sendo nada de abismal deixou-me com um sorriso na cara, pois diverti-me bastante. Não é preciso grandes histórias elaboradas para fazer um bom filme e este é claramente a prova disso. Reconheço que esta obra está mais talhada para um público mais velho que eu, mas penso que o pessoal da minha idade que não se importe de vez um bocadinho de romance, vai acabar por também gostar de ver e quem sabe um dia rever.

Brevemente, música continua e é bem provável que brevemente, nomeadamente neste fim-de-semana, o ano de 2012 chegue mais cedo a este blog. Até lá.

Nota: 7

Trailer:

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Night Eternal (2008)

Publicado por jcosta em 05/11/2009

Boas. Finalmente de volta e com tempo para respirar, dedico-me ao que prometi da última vez. Night Eternal dos nossos Moonspell.

Banda: M0onspell (Portugal – 1992).

Género: Gothic Metal.

Timeline: 9º álbum de estúdio

Predecessor: Under Satanae (2007)

Duração: 44 min.

Alinhamento: 1 – At Tragic Heights; 2 – Night Eternal; 3- Shadow Sun; 4 – Scorpion Flower; 5 – Moon In Mercury; 6 – Here Is The Twilight; 7 – Dreamless (Lucifer And Lilith): 8 – Spring Of Rage; 9 – First Light.

Review: Os Moonspell são a par de Amália, Mariza e no seu tempo os Madredeus, uma das maiores instituições nacionais a dar cartas cá dentro e lá fora. No caso dos Moonspell  se calhar até são mais apreciados lá fora. Felizmente, aos poucos o nosso país vai dando crédito e tempo de antena a esta banda que muitos dizem, faz música medonha. Felizmente fico feliz por ser capaz de ver a qualidade evidente de outros artistas, noutros géneros musicais, inclusive os que falei anteriormente. E há muito boa gente que não é capaz, criticando por isso o que não compreende e falando do que não sabem.

Os Moonspell são uma banda de metal, aquele género mais pesado e agressivo. Além disso têm um estilo muito virado para o Gothic e o Black Metal e é por isso que as suas músicas são como são. Era bestial ver uma banda deste estilo soar por exemplo, a Eminem. Mas bolas, ainda não é desta… Por exemplo, eu não gosto do David Fonseca, mas respeito. Normalmente aqueles entendidos que criticam muito as músicas desta banda e de outras do mesmo género, costumam partir para o insulto. Têm todo o direito de não gostar e afirmar que não gostam, mas era escusado ir por esses caminhos, até porque é se calhar à custa dos Moonspell que muitos sabem que Portugal existe. Enfim, passando à frente…

Com o aparecimento no Rock in Rio de 2004, no dia em que os Metallica cá voltavam 5 anos depois, os portugueses tocaram para muita gente que não os conhecia tão bem quanto isso (como o meu caso) e certamente ganharam novos fãs e mais visibilidade em terras lusas. Memorial surgiu em 2006 e a qualidade musical estava de novo a tomar picos mais altos, após uma temporada no final dos anos 90 e início deste século em que os trabalhos não eram assim tão bons. Até no seu país, o reconhecimento começava a chegar. O coliseu encheu para a apresentação do “remake” dos seus EP’s e demos do início de carreira, Under Satanae, e o regresso triunfal aos álbuns originais vem com este Night Eternal, que dá direito a novas honras de Rock in Rio (com muitos mais fãs), lugares cimeiros no top de vendas, destaques nas TV’s e tournées pelo continente americano. A carreira destes senhores já deu muitas voltas e percorreu grandes palcos nacionais e internacionais, e enche-me de orgulho como fã e até porque não como português. E a qualidade, como se prova neste Night Eternal e nos anteriores Memorial e The Antidote, está de novo em altas, aproximando-se muito mais dos níveis do Wolfheart e Irreligious, claramente os seus dois melhores trabalhos.

At Tragic Heights é o primeiro tema e começa com simples tambores e um som de filme de terror por trás. O coro feminino inicia e Fernando Ribeiro surge a clamar o Livro da Revelação do apóstolo João, à medida que a música parece querer estoirar, entrando a bateria e a guitarra, a voz começa a tornar-se mais agressiva. Um momento instrumental surge e uma paragem súbita para o “It Is Done” do mestre Ribeiro a dar o mote para uma faixa brutal, com energia a transbordar e a voz no seu género habitual e que encaixa que nem uma luva neste estilo. Sonoridades mais góticas e sinfónicas notam-se muito nesta primeira faixa e faz crescer água na boca para o que surge a seguir. Night Eternal é o 2º tema e o início até arrepia, com a guitarra clean do Ricardo a introduzir a potência que é esta música. O coro feminino volta a dizer presente e o Fernando dá-lhe com alma, à medida que Mike na bateria acompanha com a pedaleira dupla. O refrão é excelente com o contraste da voz profunda de Ribeiro com o coro feminino em background (que no Rock in Rio foi feito pela Carmen dos Ava Inferi). Shadow Sun segue-se e começa numa toada muito mais calma e clean, com Fernando quase a sussurrar. Até que o refrão chega e com um som daqueles até os mortos acordavam. Música de contrastes bastante interessante e que mostra que talvez este Night Eternal seja mais elaborado que o anterior Memorial. O 4º tema e o single do álbum é Scorpion Flower e conta com a ex vocalista dos The Gathering (deixa lá ver se eu consigo não me enganar no nome…) Anneke van Gierbergen. Este é claramente um tema mais soft onde Fernando Ribeiro canta sempre num tom limpo e profundo, esforçando se depois no refrão, mas onde a voz de Anneke quase o abafa. Música na minha opinião muito boa, que serve também para recuperar fôlego e ouvir algo diferente e bem melhor que Luna do Memorial. De seguida, virando o ditado de depois da tempestade vem a bonança, a faixa talvez mais pesada do álbum surge na 5ª posição do alinhamento, Moon In Mercury. Sem abrandar durante o tema todo, Fernando volta ao que ele sabe fazer melhor com a voz e o ritmo torna-se bem mais agressivo, um pouco à semelhança do primeiro tema. Por esta altura, pode-se já dizer com segurança que este é o melhor trabalho de originais (não conto o Satanae) do século XXI feito pelos Moonspell. 6º tema é Here Is The Twilight e que traz o principal factor pelo qual eles ainda não conseguiram atingir Wolfheart. A incapacidade de fazerem um álbum homogéneo, ou seja, que mantenha sempre o mesmo nível do princípio ao fim. Here Is The Twilight é um tema engraçado, mas que claramente fica abaixo dos 5 antecessores. Desde o começo estranho, até ao ritmo alucinante que imprime logo de seguida, passando por um abrandamento com efeitos menos bons e uma continuação parecida com Shadow Sun (mas inferior), faz com que este passe muito despercebido. Dreamless, é quem se segue e a qualidade volta a subir. Mais um tema mais lento e mais cantado por parte de Fernando, mas que tem uma melodia fantástica do princípio ao fim. Peca talvez por um pouco repetitiva, mas independentemente disso é uma das melhores. Spring Of Rage tem de novo um começo estranho à semelhança de Twilight e apesar de não ser má de todo, luta com esse 6º tema pelo prémio de pior do álbum. Tudo termina depois com First Light, que demonstra a sonoridade tipicamente gótica deste álbum, onde temos mais efeitos e coros, a acompanhar um belo ritmo. Acaba bem, mas sem ser capaz de acompanhar o começo do álbum.

Analisando todas as faixas, temos aqui um trabalho carregado de qualidade e a demonstrar uma evolução da sonoridade dos Moonspell, de um registo mais cru, para algo mais elaborado e com muito mais pormenores nas músicas. Não se pode dizer que Night Eternal seja bem melhor que Memorial ou Antidote, mas quando os comparo prefiro claramente o Night. Gosto muito dos outros, mas este tem algo de mais especial. Sem dúvida, um dos melhores álbuns de 2008 que tive o prazer de ouvir e que mais uma vez prova que não somos nenhuns toscos, e temos artistas que batem de olhos vendados e com uma perna às costas (citando o feliz anúncio do fazias, fazias… da Sagres) muitos que por aí andam das Américas e arredores. Recomendo então a quem gosta dos sons mais góticos, mas que prefere muito mais um vocalista masculino a debitar potência do que as vozes mais líricas de bandas do mesmo género (ou mais sinfónico) que tanto têm aparecido por aí. Grandes Moonspell!

Próximas reviews musicais serão para despachar os de 2008, começando pelo do sr. com o nome mais estranho, mas que toca que se farta: Yngwie Malmsteen. Filmes regressam brevemente e música e filme da semana online também. Até à próxima.

Nota: 7.5

Singles:

Scorpion Flower

Night Eternal

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Lakeview Terrace (2008)

Publicado por jcosta em 28/10/2009

Olá. Com um dia de atraso cá vai a review do filme do ano transacto que dá pelo nome em português de Vizinho Suspeito.

Género: Drama / Thriller.

Duração: 110 min.

Língua: Inglês.

Orçamento: 20 milhões de dólares.

Receita: 44.5 milhões de dólares.

Rating: M/12.

Tagline: What could be safer than living next to a cop?

Realizado por: Neil LaBute (The Wicker Man).

Elenco: Samuel L. Jackson (Nomeado para 1 Óscar || Pulp Fiction), Patrick Wilson (Watchmen), Kerry Washington (Fantastic Four), Ron Glass (Serenity), Jay Hernandez (Hostel), Regine Nehy (Boot Camp), Jaishon Fisher (The Ant Bully) e Justin Chambers (Greys Anatomy).

Sumário: Abel Turner (Jackson) é um polícia viúvo, residente em Lakeview Terrace com os seus dois filhos. Abel segue uma política de regras muito duras com os seus filhos, mostrando ser muito exigente. Quando um casal interracial, Chris (Wilson) e Lisa (Washington) se mudam para a casa ao lado, o polícia fica perturbado com isso. Na primeira noite o casal é incomodado pelas luzes de vigilância de Abel, claramente apontadas à janela do quarto deles, assim como no dia a seguir, Chris encontra uma multa no seu carro e à noite Abel simula um car-jacking que parecia uma brincadeira, mas que acaba com o polícia a mandar bocas ao recém casado. Quando entra em casa, acaba por ter relações sexuais com a mulher na piscina, sem saberem que os filhos de Abel estão a ver, o que deixa o seu pai furioso. Os pequenos distúrbios continuam e numa festa dada pelo casal, Abel começa a insultar os outros convidados, vandalizando também nessa noite o carro de Chris, que nada pode fazer sabendo que o seu vizinho ao ser polícia está completamente protegido. O casal continua a tentar se afastar o máximo de Abel, mas o próprio parece-se recusar a recuar e as suas acções começam-se a tornar mais graves, fazendo com que estes comecem a recear pela própria integridade física e até pela própria vida.

Review: Mais uma vez, fui ver este filme sem qualquer tipo de grandes expectativas. Produzido pela estrela Will Smith e protagonizado pelo senhor faz-tudo Samuel L. Jackson, chamou-me mais à atenção pelo seu tema e não por esperar algo decente. Já não é a primeira vez que afirmo que adoro thrillers e continuo a tentar ver muitos,  porque sei que mesmo com as desilusões cada vez mais crescentes, de vez em quando se apanha um muito bom. Portanto quanto ao tema, achei interessante a até curioso para ver como eles conseguiam montar isto sem criar um ritmo monótono e sem entrarem na estupidez. Curiosamente, à medida que ia vendo até me estava a entreter. Apesar de um senão grande (que já lá vou), a história estava gira, sem ser nada de especial, e o enredo estava a desenvolver bem e conseguia captar a atenção. Agora o problema que falo é que, na minha opinião, exagerou-se um bocado. Penso que o facto de Abel fazer as coisas que faz só porque não gosta de ver uma mulher negra com um homem branco, não cola lá assim muito bem. Esperava algo mais do género de Abel se incomodar e ser frio para com o casal, mas até começar a vandalizar carros, simular car-jackings, mandar bocas ofensivas e inclusive fazer de propósito outras coisas mais (e menos) graves, vai um grande caminho. Se a personagem mantivesse essa postura, podia haver uma agressividade recíproca por parte de Chris, fazendo talvez uma partida que acabasse mal e aí o Jackson se passar e começar a dizer… “Enough is enough! I’ve had it with this motherfucking neighbours in this motherfucking street”… um pouco à semelhança da sua frase no Snakes on a Plane. Mas não… e isso borrou um bocado a pintura. Mesmo assim, não há monotonia e há um enredo “entretido”.

Mudando um bocado o assunto para os actores, Samuel L. Jackson como principal merece ser o primeiro. O veterano mesmo não tendo um talento por aí além, é talhado para estas personagens e cumpriu certamente com o planeado nesta sua representação. Patrick Wilson safa-se bem, conseguindo do meu ponto de vista passar bem a ideia do tipo impotente, que sabe que tendo um polícia como “inimigo” está lixado. Kerry Washington penso estar inferior, pois acaba por ser um bocado amorfa no filme todo. O resto do elenco praticamente não interessa nem para plantar batatas.

Com o que falei à pouco do exagero e com o facto de termos uma história banal, este trabalho não ganha um título superior a mediano mas que não deixa de ser positivo e até uma surpresa interessante (para o que eu esperava). Tendo em conta que o anterior trabalho deste realizador foi o Wicker Man com outro faz-tudo, Nicolas Cage (que por sinal é inferior a Jackson), este filme acaba por ser bem bom. Já viram se fosse como essa coisa com o Nicolau Gaiola? Medo. Já agora, mais intensidade por parte da actriz Washington também não se perdia nada. Assim, fico com algumas dúvidas sobre que nota hei de dar a isto, porque penso que algo mais entre o Haunting In Connecticut (6) e o Knowing (6.5) era o mais certo. Mas como nao dou dessas notas, faço arredondamento para baixo, mas mais uma vez sublinho que é um filme capaz de entreter e com alguma qualidade.

Próximo post será musical com um pouco do orgulho nacional e o filme que virá num futuro não muito longínquo, será um não muito conhecido, mas que andou aí na berra na temporada dos prémios, e que tem o senhor Dustin Hoffman e a senhora Emma Thompson nos principais papéis.

Nota: 6

Trailer:

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From Afar (2009)

Publicado por jcosta em 26/10/2009

Olá. Um pouco mais demorado do que esperava, cá está um regresso à música com a review ao mais recente álbum dos finlandeses Ensiferum, que dá pelo nome de From Afar.

Banda: Ensiferum (Finlândia – 1995).

Género: Folk Metal.

Timeline: 4º álbum de estúdio.

Predecessor: Victory Songs (2007).

Duração: 56.5 minutos.

Alinhamento: 1 – By The Dividing Stream; 2 – From Afar; 3 – Twilight Tavern; 4 – Heathen Throne; 5 – Elusive Reaches; 6 – Stone Cold Metal; 7 – Smoking Ruins; 8 – Tumman Virran Taa; 9 – The Longest Journey (Heathen Throne Part II).

Review: No âmbito das minhas incursões ao género do folk surgiu o meu interesse por esta banda finlandesa. Já aqui dediquei a um post a uma banda deste estilo (Korpiklaani) e não escondo que esses foram os primeiros que ouvi dentro desse âmbito. No entanto estes Ensiferum tem algumas diferenças significativas e isso nota-se perfeitamente neste trabalho. Em primeiro lugar a voz é mais agressiva, não há tanta dependência do violino notando-se mais peso nas guitarras e possui uns tons mais sinfónicos e até a cheirar o power e o death metal, o que torna a experiência bastante interessante. Enquanto que me dá ideia que os Korpiklaani mantém sempre a mesma forma mais animada e descontraída, estes Ensiferum dão mais importante aos detalhes e introduzem algumas inovações ao típico folk, possuindo assim temas mais complexos. Vamos então a eles.

O álbum começa com By The Dividing Stream, uma introdução longa e calma onde surgem bem acentuadas as tonalidades típicas do folk. Giro por um bocado, mas depois acaba por tornar-se demasiado comprida e faz com que a segunda faixa, From Afar, surja muito repentinamente. Aqui sim começa a festa e notam-se imediatamente os desvarios mais sinfónicos misturados com a velocidade da bateria e a agressividade nas guitarras e voz. Durante a duração do tema existem várias variações com alguns coros e até uma parte mais falada em termos de voz, o que fazem anteceder que aqui há qualidade, apesar de às vezes os sons não serem muito nítidos. Twilight Tavern segue-se e o início podia-se confundir com power metal, continuado para uma música não menos elaborada que a anterior, com um refrão dotado de um coro bastante interessante a que se segue outro feminino que começa quase “a capella”, mas que depois se mistura com um instrumental bem bonito. Um dos supra sumos do álbum surge de seguida. Heathen Throne com os seus 11 minutos e picos começa num ritmo menos veloz que as anteriores, mas dentro do mesmo género. O início nada tem de especial mas pelo que se viu nas anteriores era melhor esperar para ver o que saia dali. A partir dos 2 minutos e meio entra um ritmo semelhante ao da primeira faixa do álbum, bastante mais calmo, que dá origem de seguida a um momento mais sinfónico com excelentes coros e instrumental a condizer. Tudo acalma novamente até entrar de novo a voz mas numa toada bem mais arrastada (contrastando com o habitual do folk). Passa-se depois algum tempo muito bom com mais instrumentais e coros, até que tudo pára e o ritmo rápido regressa por um bocado até o aparecimento de uma nova variação, continuando as alterações constantes até ao fim. Eu só digo… WOW. A curta Elusive Reaches tem a missão de tentar acompanhar a fantástica faixa anterior e trata de partir pedra quase do princípio ao fim com a bela da guitarrada a funcionar. Stone Cold Metal surge de seguida e pelo nome bem que podia ser dos Hammerfall, mas não é. Ritmo animado ao início que se prolonga com as habituais variações até cerca dos 3 minutos, passando então para um assobio quase digno de western acompanhado por uma melodia quase de embalar, que origina ainda mais à frente momentos que pediam um pé de dança. Depois entra num domínio mais de filme de terror e volta a trovoada inicial até ao fim, o que faz deste um tema no mínimo estranho. Smoking Ruins é a seguir e traz uma toada não tão veloz e mais melódica (até na voz), o que a torna algo um tanto diferente do que se passa na generalidade do álbum. 8º tema com aquele nome esquisito são 50 segundos de um coro que apenas serve para passar para a segunda parte da Heathern Throne e que se espera seja tão épica como a primeira. O começo faz adivinhar que sim e depois de uns vocais agressivos surge um instrumental digno de sinfonia que origina os habituais coros melódicos que tanto surgem neste trabalho. Talvez mais linear e inferior que a primeira Heathern Throne, esta acaba por também ser de qualidade e termina de bela maneira e com uma toada épica este cd.

Com tudo isto, este From Afar revelou-se uma surpresa muito agradável e afirmo sem dúvida que gostei muito mais do que esperava. Não há músicas más e existem aqui uma ou outra que são verdadeiras obras de arte musicais, para quem aprecia um género mais progressivo nos temas como eu, onde se nota a tentativa de fazer algo diferente e inovador e que normalmente vem de braço dado com o virtuosismo dos músicos. Assim, apesar de não ser o álbum alegre e para o bailarico como os dos amigos Korpiklaani, é de facto dotado de uma qualidade muito boa e que certamente agradará a quem partilha também destes gostos um bocado mais diferentes do habitual.

Amanhã regresso com um filme com o senhor faz-tudo Samuel L. Jackson e a música voltará ainda durante o resto da semana com um álbum que há que tempos que queria falar dele e já começa a ficar “desactualizado”, pelo que desta não escapa, e que fala de uma noite eterna (poético).

Nota: 7

Single: From Afar (que má escolha de single e de vídeo ou caríssimos)

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Knowing (2009)

Publicado por jcosta em 22/10/2009

Boas. O filme de hoje é relativamente recente e dá pelo nome de Sinais do Futuro.

Género: Drama / Ficção Científica.

Duração: 121 min.

Língua: Inglês.

Orçamento: 50 milhões de dólares.

Receita: 176 milhões de dólares.

Rating: M/12.

Tagline: Knowing is everything…

Realizado por: Alex Proyas (The Crow).

Elenco: Nicolas Cage (Vencedor de 1 Óscar || Gone In Sixty Seconds), Chandler Canterbury (Powder Blue), Rose Byrne (Damages), Lara Robinson (Saved) e Ben Mendelsohn (Australia).

Sumário: John Koestler (Cage) é um professor de astrofísica no MIT que vive sozinho com o seu filho Caleb (Canterbury) e perturbado com a morte da sua mulher. Nas suas aulas ensina o determinismo, ou seja, que tudo acontece por uma dada razão, não havendo coincidências, se bem que após a perda da sua esposa ele próprio deixa de acreditar nessas ideias. Nos 50 anos da escola de Caleb, é desenterrada uma cápsula temporal com os desenhos das previsões do que seria o futuro feitos pelos alunos dessa época. Caleb recebe um envelope de uma rapariga de nome Lucinda, com uma folha cheia de números, deixando o seu pai intrigado. Quase sem querer, ao olhar para o papel, John interessa-se por uma sequência de números – 911012996 – que descobre vir a ser a data 9/11/01 e, no caso do 2996, o número de mortes exactos da tragédia desse dia que destruiu as torres gémeas. Noutras análises descobre que os números significam a data, número de mortes e local dos últimos grandes acidentes desse meio século, faltando 3 na folha. Ao mesmo tempo, alguns indivíduos estranhos aparecem a Caleb e o jovem começa a ouvir uns sussurros na sua cabeça, que deixa John preocupado mas sem perder a motivação de tentar evitar as restantes catástrofes anunciadas, descobrindo pelo caminho que pode estar algo mais em jogo do que meros acidentes.

Review: À partida para este filme, ia um pouco de pé atrás (não literalmente porque o desgraçado está com gesso), devido às varias reviews que tinha lido sobre ele. Depois Nicolas Cage é quase um auto de desgraça para um filme, já que o homem não tem acertado uma. Depois das duas horas saí bastante confuso, não porque não tenha percebido, porque de facto é bastante simples de o fazer, mas porque fiquei um pouco sem ideia do que pensar. Talvez por ir de expectativas tão baixas até me diverti a ver, mas por outro lado o que poderia ter sido uma saída bem mais inteligente, acabamos por ter uma publicidade à cientologia totalmente descarada e que não era de todo a melhor saída. Indo por partes, a história tem uma premissa bastante interessante e deixou-me até uma dada altura totalmente colado ao ecrã. Tudo parecia bastante sólido e o enredo conseguia captar a atenção devido ao seu mistério. Posteriormente, fui percebendo mais ou menos que isto iria ter um bocado de Spielberg e recorrer aos habituais ET’s e lá acabei por adivinhar um pouco o final daquilo. Basicamente tudo é muito relacionado com a religião da moda nas celebridades norte-americanas, a cientologia, mas sinceramente isso não me interessa. Agora é preciso ser coerente em toda a história, o que perante a solução apresentada, acabou por não o ser na sua plenitude.

Passando ao elenco, liderado pelo sr. Cage, fica (como esperava) bastante abaixo do que uma grande produção deveria ter. Cage apesar de se safar muito melhor do que em muitos outros trabalhos mais recentes, continua sem conseguir contribuir para melhorar as suas cenas e consequentemente o filme em si. Os jovens recrutados são um pouco duvidosos. O jovem que faz de Caleb até não é mau de todo mas com tanto protagonismo esperava-se um miúdo com uma actuação mais forte e convincente. A outra rapariga é pior e penso que só foi chamada pela sua parecença absolutamente assustadora com a sua “mãe” Rose Byrne. Esta última com boa prestação na série Damages, aqui não tem praticamente protagonismo nenhum e quando até pode fazer alguma coisa, não o consegue.

Pegando novamente no final, ele até podia ser aceite de forma mais consensual, pelo menos por mim que se está pouco borrifando para a cientologia. O problema é que encontramos bastante incongruências (e para ler isto a seguir, quem não viu provavelmente é melhor não continuar). Se de facto aqueles homens bastante silenciosos estavam lá para proteger os putos, então porque raio houve aquelas premonições todas? Nem davam para evitar! Depois tanto furor com aquelas pedras, para depois formarem apenas o solo da sequência final do filme? Que sentido tem isto… Se eu quero chegar a um sítio não ponho no GPS o tipo de chão, mas sim as coordenadas (que é o que se passa), ficando assim os calhaus com uma utilidade um bocado nula. Depois a miúda que escreveu a folha… se era “escolhida” porque é que morreu? Podia encontrar a explicação de ser apenas útil para as premonições, mas isto bate com o primeiro ponto deste parágrafo, portanto sopas…

Assim, podíamos ter tido uma obra muito mais inteligente do princípio ao fim, acabando por sobrar a curiosidade pelo final até uma certa altura como o principal motivo para captar a atenção do povo. Ficamos então com um projecto interessante, mas que não consegue manter uma qualidade constante e que sem dúvida merecia uma melhor conclusão, ou seja, bom material mas com uso um pouco aquém do que era merecido. Mesmo assim, conseguiu ser superior ao que eu pensava e tenho que dar mérito por isso.

Regresso para a próxima vez com o mais recente trabalho dos senhores Ensiferum.

Nota: 6.5

Trailer:

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Kingdom of Heaven (2005)

Publicado por jcosta em 20/10/2009

Olá. Hoje o meu tempo vai-se dedicar a um filme de Ridley Scott, primeiro (e único) filme histórico após o Gladiador e que dá pelo nome de Reino dos Céus.

Género: Drama Histórico.

Duração: 194 min (Versão Director’s Cut).

Língua: Inglês; Árabe.

Orçamento: 147 milhões de dólares.

Receita: 212 milhões de dólares.

Rating: M/12.

Tagline: Be without fear in the face of your enemies. Safeguard the helpless, and do no harm.

Realizado por: Ridley Scott (Nomeado para 3 Óscares || Alien).

Elenco: Orlando Bloom (Lord Of The Rings), Eva Green (Casino Royale), Marton Csokas (Aeon Flux), Jeremy Irons (Vencedor de 1 Óscar || The House Of Spirits), David Thewlis (The Omen), Brendan Gleeson (In Bruges), Alexander Siddig (Syriana), Ghassan Massoud (Pirates Of The Caribbean 3), Edward Norton (Nomeado para 2 Óscares || American History X), Kevin McKidd (Rome), Ulrich Thomsen (The International), Liam Neeson (Nomeado para 1 Óscar || The Schindler’s List) e Michael Sheen (Frost/Nixon).

Sumário: Balian (Bloom) é um ferreiro numa aldeia remota em França, que vive assombrado pelo recente suicídio da sua esposa que esperava o seu filho. Um grupo de cruzados, chega à aldeia liderados pelo Barão Godfrey de Ibelin (Neeson), que se apresenta como o pai de Balian e que o convida para viajar com eles para Jerusalém, na esperança de que este pudesse ser o seu sucessor. Balian decide aceitar para poder ser perdoado dos seus pecados, num tempo em que a guerra entre cristãos e muçulmanos estava parada devido a um acordo do Rei Baldwin de Jerusalem (Norton) com o muçulmano Saladin (Massoud). Devido a uma ferida de combate, Godfrey morre em Messina nomeando Balian cavaleiro, ordenando-lhe que sirva o rei de Jerusalém e proteja o povo. Também partilha com ele uma ideia de um reino de consciência e respeito entre os cristãos e muçulmanos, como a ideia desejável para a Terra Santa. Balian, chega a Jerusalém, caindo imediatamente nas graças do rei e do “marshall” da cidade, Tiberius (Irons). Quem não nutre empatia pelo jovem é o líder dos templários Guy de Lusignam (Csokas), que ambiciona por uma guerra e pelo trono cada vez mais frágil de Baldwin, pois conhece o estado de saúde do monarca afectado pela lepra. Casada com Guy, a irmã do rei de nome Sibylla (Green), não segue os ideais do marido e teme pela vida do seu filho e herdeiro ao trono. Assim, Balian assume o seu título de Barão numa terra de paz tremida e onde muitos interesses estão em jogo, onde um reino dos céus defendido pelo seu pai parece, à medida que o tempo passa, cada vez mais complicado de ser atingido.

Review: Primeiro duas notas. 1: o sumário é quase impossível de escrever para este filme. 2: como é que Ridley Scott que fez Alien, Blade Runner, Thelma & Louise, Gladiador, Black Hawk Down e American Gangster nunca ganhou um óscar? Fico para saber a resposta a isto. Seguindo em frente, após enorme sucesso com Gladiador e uma incursão por outro género de filmes, Ridley Scott volta aqui com o Reino dos Céus ao estilo mais épico. Muito arriscado certamente pois as comparações com o Gladiador iriam surgir. E como é evidente eu não resisti em fazer essas mesmas comparações, apesar dos temas serem bastante diferentes. Resultado, este Reino dos Céus é inferior sem qualquer margem para dúvidas. Mesmo assim, Scott faz aqui um excelente trabalho, criando esta obra bastante coesa e com uma força emotiva bastante elevada. Claro que o filme de Russell Crowe é muito potente e ombreia com Braveheart como o melhor épico, mas este Reino dos Céus consegue com a sua história envolvente, boas prestações, cenários e imagens incríveis, música forte e cenas carregadas de emoção, atingir um patamar de qualidade bastante alta e que só torna mais rica o legado deste realizador.

À frente das câmaras, este elenco absolutamente brilhante dá conta do recado. Primeiro, Orlando Bloom no papel principal arranca, o que para mim, é a sua melhor prestação. No Senhor dos Anéis, a par de Liv Tyler protagonizava a actuação mais sofrível, mas aqui mesmo sem atingir patamares elevados, consegue se safar muito bem. Nota para boa interpretação de Eva Green neste que era apenas o seu 3º trabalho, para Edward Norton que mesmo com máscara transmite muito mais ao público do que muitos sem ela, para Siddig e Csokas em papéis interessantes apesar de não serem muito conhecidos pelas massas e por fim uma nota para Gleeson, com uma toada diferente mas com qualidade.

Quanto ao resto, já falei da fantástica cinematografia do filme com planos maravilhosos, que juntando a cenários imponentes e a uma música cheia de força, eleva bastante o nível. Curiosa a parte onde mesmo antes do logo da 20th Century Fox e do genérico aparecer, dá se uma abertura com ecrã completamente negro e com apenas uma música a passar. O mesmo se dá a meio do filme com o intervalo e a mudança de acto. Nunca vi nada semelhante e achei curioso. Claro que tudo o que mencionei só funciona porque de facto a história montada é de se lhe tirar o chapéu. E até a maneira bastante inteligente como Scott consegue se abstrair de escolher um lado, tentando concentrar apenas a atenção do público para um único vilão principal cujo objectivo era apenas o poder cego, mantendo assim a imparcialidade entre os católicos e muçulmanos no tratamento da guerra propriamente dita, revela que tudo este trabalho foi bem pensado. Além do enredo principal, consegue-se encontrar alguns pontos de interesse mais secundários, que fazem com que se consigam encher as 3 horas com mais coesão e também maior interesse.

Posto isto, nada mais há a acrescentar. Trabalho que me surpreendeu pela positiva e que gostei bastante, mas que não posso deixar de dizer que fica um pouco afastado ainda da qualidade de um Gladiador, arranhando talvez o mérito de um filme que poderia ser nomeado para óscar (já vi uns nomeados – e vencedores – piores). Para a próxima volto com um projecto deste ano cujo actor principal é o Nicolau Gaiola ou como é mais conhecido… Nicolas Cage.

Nota: 7.5

Trailer:

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Killshot (2008)

Publicado por jcosta em 18/10/2009

Boas. Dia de mais uma review e desta feita com honras para o thriller Killshot – Alvo a Abater.

Género: Crime / Thriller.

Duração: 95 min.

Língua: Inglês.

Rating: M/16.

Tagline: Yesterday she was a witness. Today she is a target.

Realizado por: John Madden (Nomeado para 1 Óscar || Shakespeare In Love).

Elenco: Diane Lane (Nomeada para 1 Óscar || Unfaithful), Mickey Rourke (Nomeado para 1 Óscar || The Wrestler), Thomas Jane (The Punisher), Joseph Gordon-Levitt (3rd Rock From The Sun) e Rosario Dawson (Death Proof).

Sumário: Armand Degas, mais conhecido como Blackbird (Rourke), é um assassino profissional para a máfia. Num trabalho, Blackbird mata o seu irmão mais novo, deixando-lhe um vazio que tenta preencher com o delinquente psicopata Richie Nix (Gordon-Levitt), que é um assaltante a bancos mas que juntando-se com Blackbird aspira a mais altos voos. Numa guerra com um agente imobiliário, Richie desloca-se ao seu local de trabalho com Blackbird, onde se encontra o casal em vias de separação Carmen (Lane) e Wayne Colson (Jane). O primeiro trabalha para essa firma enquanto que o segundo tenta procurar um emprego depois de ter sido despedido do seu. Richie pensando que Wayne era o seu alvo, inicia uma confusão que acaba com Wayne a espancar os dois criminosos com um taco de basebol. A partir daí, Blackbird inicia uma perseguição ao casal pois não pode permitir que duas testemunhas sobrevivem, fazendo com que o casal se tenha de unir e se proteger no programa de protecção de testemunhas. Conseguirá o casal manter o anonimato e impedirem que Blackbird e o seu parceiro os encontrem?

Review: Não esperava mais deste Killshot do que puro entretenimento. Assim, as minhas expectativas não foram totalmente preenchidas. Quando esperava algo com mais sequências de acção e perseguições, encontro algo muito mais parado e com um certo jogo do gato e do rato mais psicológico. Mas vamos lá por partes. Primeiro, penso que Killshot demora um certo tempo a arrancar as engrenagens. Temos uma parte inicial muito centrada nas personagens, principalmente na de Mickey Rourke onde temos a cena vital da morte do seu irmão, mas depois a cena que chateia a malta da máfia que, tendo em conta que ameaça que vai servir de alguma coisa para a evolução da história mas que acaba por não resultar em nada de concreto, acaba por ser bastante desnecessária. Uma das grandes falhas do filme é precisamente esse facto. Dá ideia que a máfia começa a perseguir a personagem de Rourke mas depois isso acaba por ficar morto e não pegaram mais nisso, deixando passar que algo ficou ali um pouco pendurado. Toda a história com Richie achei bastante interessante e é um bom complemento à história principal. Por outro lado, temos também o tempo de antena dado ao casal principal, com alguns momentos (talvez em demasia) a mostrar o afastamento dos dois e a destruição gradual do casamento. E com isto, como disse, o filme em si demora a arrancar. Não que fossem momentos totalmente desnecessárias, mas que certamente alguns poderiam ter sido evitados.

No seguimento disto e com momentos tão centrados nas personagens, o papel do elenco era essencial. Enquanto Diane Lane mostra-se em forma, pois consegue transmitir grande expressividade nas cenas, Mickey Rourke tem uma actuação demasiado à Steven Seagal, mantendo a mesma expressão quase o filme todo, conseguindo apenas a espaços algumas variações, o que não chega. Thomas Jane não consegue demonstrar nada, tal como nos outros filmes que vi dele. Gordon-Levitt está bem no seu papel, podendo às vezes exagerar um pouco, mas a ideia também era de ter um bronco absolutamente paranóico da mioleira.

Passando então para a acção em si, encontramos então aquele jogo de preparação dos criminosos para apanharem as suas vitimas e o esconde-esconde do casal, de modo a conseguirem escapar ao duo. Nada contra, mas achei um pouco inconstante todo esse processo. Houve bons momentos misturados com outros menos bons, fazendo com que num balanço final este filme ande um pouco ali no fio da navalha. Podia ter sido bastante melhor, tanto se fosse lhe dado uma toada maior de acção como se lhe dessem a toada de um thriller mais psicológico, com mais ameaças por parte dos mauzões, fazendo então o casal se passar e pedir ajuda à polícia. Assim, a única vantagem que tem é que é mais realista, pois o facto de aceitar logo a ajuda policial é de facto mais próximo do que na realidade alguém faria. Mas pronto, como é filme podia ter havido mais molho.

Temos assim uma história assim assim, com um filme também assim assim, que podia ter sido bem melhor, mas que também não deixa de ter a sua qualidade. Como já disse, acaba por ficar ali no fio da navalha onde tanto podia ter se equilibrado com firmeza até ao fim, como podia ter dado um trambolhão caótico. Próxima review terá muita malta conhecida, sendo um dos poucos filmes pós-gladiador de Ridley Scott sem o seu amante secreto Russell Crowe, contando neste com Bloom, Norton, Irons, Neeson e a Bond Girl Eva Green.

Nota: 6

Trailer:

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JCVD (2008)

Publicado por jcosta em 16/10/2009

Olá. Hoje vou falar de um filme peculiar, que surge um pouco à semelhança de The Wrestler (em escala mais pequena), podendo acontecer aqui o renascimento da carreira de um dos maiores actores de acção das décadas de 80 e 90, Jean Claude Van Damme. Do nome deste senhor surge o título desta obra: JCVD.

Género: Crime / Drama.

Duração: 96 min.

Língua: Francês; Inglês.

Receita: 2.5 milhões de dólares.

Tagline: The biggest fight of his life.

Realizado por: Mabrouk El Mechri (Virgil).

Elenco: Jean-Claude Van Damme (Kickboxer), François Damiens (Taxi 4), Zinedine Soualem (The Diving Bell And The Butterfly), Karim Belkhadra (Virgil) e Jean-François Wolff (The Merchant Of Venice).

Sumário: Jean-Claude Van Damme é um actor de 47 anos cuja maré de azar parece nunca parar. Com problemas financeiros, um agente incapaz de lhe arranjar um filme decente e uma batalha jurídica pela custódia da filha praticamente perdida, a estrela belga volta ao seu país natal onde é idolatrado e considerado um ícone nacional. Quando se dirige a um posto dos correios de modo a receber uma transferência dá por si envolvido no meio de uma situação de reféns. Devido a um erro ingénuo de Van Damme, a polícia pensa que é o actor que está por trás do assalto, factor imediatamente aproveitado pelos verdadeiros criminosos, que o forçam a falar com o negociador como se de facto se tratasse do culpado. Com o povo belga do lado de fora a apoiá-lo, uma polícia a tentar derrubá-lo e um clima instável entre os criminosos onde um o idolatriza e outro parece não ter problemas em causar mortos, Van Damme tem de tentar sair daquela situação sem originar feridos, enquanto lida com os seus problemas pessoais e realmente se percebe que os heróis na tela, também tem as suas vidas e os seus demónios para resolver, sendo por isso seres normais como qualquer outro.

Review: Quando era mais novo vi filmes como o Kickboxer, o Bloodsport, o Cyborg, Lionheart, Double Impact, Universal Soldier e por aí adiante até chegar ao Legionnaire onde de facto a estrela que eu quase idolatrava se começou a tornar num mero actor como qualquer outro. Fui sempre mal ou bem seguindo alguns filmes dele posteriores a isso mas já sem o espírito de outros tempos. Houve altura depois onde vi todos os trabalhos do Bruce Lee e montes deles do Jackie Chan, mas nunca durou tanto tempo como a “Van Damme Mania”. O último que vi do belga não sei se foi o In Hell ou o Derailed, mas apesar de notar no primeiro a tentativa de fazer algo diferente, não achei grande piada a nenhum deles. Por isso deixei me disso e passei a seguir mais o Jason Statham quando queria ver porrada a sério, mas já sem o quanto vibrava antigamente. A idade também me fez passar a apreciar mais outros tipos de filmes. Entretanto, ouvi falar deste JCVD. Uma espécie de última hipótese de ver Van Damme tentar sair do buraco que é a sua carreira actualmente. E bolas, soube bem à brava.

Van Damme aqui embarca por uma jornada muito mais pessoal, onde se deixa de lado os seus pontapés e a sua personagem de herói, mostrando o seu lado mais humano, talvez muito dele contracenado, mas que sem dúvida deu para mostrar que aquele sr. músculos afinal é de carne e osso como qualquer outro, e além disso até é uma pessoa com talento. Certo que a história dos correios é totalmente encenada e falsa, mas de certa forma olhei para ela como uma espécie de metáfora com a vida real, que tanto é abordada no filme. Vemos a sua dificuldade nas filmagens, o desrespeito de uns e admiração de outros, os seus problemas monetários e familiares, assim como a sua tentativa cada vez mais falhada de ressuscitar a sua carreira, que certamente foi adaptada ao filme e não é 100% fiél à sua vida real. Mas depois pelo meio, temos a tal cena do assalto para criar uma espécie de história no meio. Mas como disse, eu olhei para essa cena como uma espécie de demonstração ainda maior da situação de comum mortal de Van Damme, pois em muitos filmes derrotou muitos vilões, enquanto que na vida real não se consegue libertar de uns simples assaltantes, tal como se eles representassem os seus demónios pessoais. Jean-Claude consegue de maneira (quase) brilhante interpretar-se a si próprio, pois consegue transportar a emoção necessária para o espectador do filme realmente perceber o seu sofrimento e a sua luta. Interpretação que não é mais do que isso, mas que ao mesmo tempo parece tresandar a genuíno. Ponto alto na altura em que o actor quebra a “4th wall” e dirige-se ao público que está a ver. Muito bom.Van Damme está de parabéns.

Quanto ao filme propriamente dito está bem montado tendo em conta que deve ter sido “low-cost” e tem uma história interessante. Peca em algumas situações na questão do assalto, pois às vezes parecia demasiado plausível. Raptores que escutavam um refém (mesmo sendo o Van Damme), tentando convencer o seu líder que os seus conselhos eram os melhores, assim como alguns pormenores de tratamento à estrela de cinema, fez com que os criminosos perdessem bastante a credibilidade que deveriam ter tido, até para puxar um pouco mais ainda ao apoio à personagem principal. Assim, por alguns momentos a cena que serve de mote ao filme e que ajuda a transportar a história do Van Damme, acaba por ser um pouco negligenciada, em troca de uma focalização de 98% na vida do homem. Podia ser desculpado por realmente tudo rodar à volta dele, mas para isso ser alcançado de maneira mais eficaz, todas essas situações que rodeiam o ponto principal devem ser feitas com a melhor das qualidades e cuidado. Assim não foi em alguns momentos, fazendo com que o filme fique a perder um pouco de capacidade de atingir patamares mais altos, que certamente poderia ter atingido.

Mesmo assim, foi um prazer assistir a este trabalho que me deu para perceber que Van Damme pode não estar morto e fazer-me respeitar mais o homem e o actor, que por uns tempos foi o meu ídolo (quando era um inconsciente da vida). Próxima review será um thriller com um elenco mais famoso que o próprio dito cujo, contando com Diane Lane, Mickey Rourke e o “punisher” Thomas Jane. Até lá e já sabem… música e filme da semana novos.

Nota: 7

Trailer:

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Interview With The Vampire: The Vampire Chronicles (1994)

Publicado por jcosta em 13/10/2009

Olá. Hoje o dia é dedicado aos senhores vampiros e a um filme clássico sobre esta temática, cujo nome é Entrevista Com O Vampiro.

Género: Drama / Terror.

Duração: 122 min.

Língua: Inglês.

Orçamento: 60 milhões de dólares.

Receita: 224 milhões de dólares.

Tagline: Drink from me and live forever.

Realizado por: Neil Jordan (Vencedor de 1 Óscar || Michael Collins).

Elenco: Brad Pitt (Nomeado para 2 Óscares || Troy), Tom Cruise (Nomeado para 3 Óscares || Minority Report), Kirsten Dunst (Spiderman), Christian Slater (Broken Arrow), Stephen Rea (Nomeado para 1 Óscar || V For Vendetta) e Antonio Banderas (Desperado).

Sumário: Nos dias de hoje, em San Francisco, Daniel Malloy (Slater) entrevista um homem chamado Louis (Pitt), que afirma ser um vampiro e pretende-lhe contar a sua história. A partir daí regredimos para Louisiana em 1791 onde Louis tem 24 anos e sofre de um intenso desejo de morte devido à perda da sua mulher e filho. Isso é o suficiente para o vampiro Lestat (Cruise) lhe oferecer uma chance de renascer, tornando-o num imortal. Ao início Lestat vai ensinando Louis, mas depressa se percebe que este tem mais respeito pela vida humana do que o suposto, alimentando-se de animais, enquanto Lestat mata a seu belo prazer. Após a primeira morte de Louis e respectiva tentativa de suicídio, ele e Lestat vão para New Orleans, onde Louis cede pela segunda vez, mordendo uma criança de nome Claudia (Dunst). Lestat aproveita e transforma-a num vampiro, com a justificação de que será uma filha para eles, evitando assim que Louis o possa abandonar. Claudia inicialmente é uma assassina sádica e cria um laço muito forte com os seus dois parceiros vampiros. No entanto, quando percebe que à custa de se ter tornado imortal nunca será capaz de crescer, torna-se demasiado rebelde o que causará graves problemas na “família”, onde Lestat pode perder a jovem e onde Louis pode então se largar de tudo aquilo e procurar então por um verdadeiro mentor que considera nunca ter tido.

Review: Antes de mais eu coloquei no género terror, mas engane-se quem pensa que isto causa sustos e tem suspense. Por isso, acrescentei antes o drama. Mesmo assim, coloquei terror porque o filme acaba por ter características típicas deste género. Vampiros, sangue e algumas cenas menos próprias de algum (porque não chamar-lhe) gore. Mas este Entrevista acaba por ser muito mais do que isso. Basicamente temos uma história da sua vida contada na primeira pessoa por um vampiro, onde podemos ver a sua vivência até aos tempos de hoje. Primeiro podemos ver a semelhança de outros projectos mais modernos (lembro-me da série True Blood) que não se segue à risca o misticismo dos vampiros, não existindo condes dráculas, nem alhos, crucifixos ou estacas no peito. Apenas se mantém a dieta à base de sangue (onde o humano é melhor que o de outros animais) e o problema que é sempre chato da luz, impedindo assim um bom vampiro de ver um programa do Manuel Luís Goucha. Juntando a isto temos uma boa adaptação destes seres à época do século XVIII e XIX, assim como uma história com bastante intensidade e muito rica em matéria, pois o linear acaba por ter muitas variações e bifurcar em outras pequenas histórias ou pontos de interesse, que nunca deixam de fugir à orientação mãe. Agora, vamos lá ver uma coisa. Cinema é cinema e teatro é teatro. O que se encontra neste trabalho é claramente uma teatralização exagerada de algumas cenas, o que prejudica e de que maneira pois acaba por tornar alguns momentos pouco naturais. Nada que não se viva, mas que não ajuda.

Posto isto passo já aos actores. O sr. Tom Cruise completamente em altas na altura surge como a grande estrela do filme. Top Gun, Rain Man, Cocktail, Born On The 4th Of July, Days Of Thunder, A Few Good Men e The Firm foram filmes feitos em 7 anos. O papel de vampiro surgiu a seguir e safa-se muito bem, apesar de este não ser o papel para ele. Vamos lá ver um vampiro com uma vozinha daquelas… não pega. Brad Pitt, com uma carreira a subir aos poucos tem aqui uma grande ajuda, pois apesar de Tom Cruise aparecer no poster, é a personagem dele a principal. Não sendo tão espalhafatoso como Tom Cruise, consegue na minha opinião sair-se melhor. Das melhores interpretações do senhor (nada bate os 12 Macacos). E a seguir a isto tem Se7en o que não é nada mau (só o melhor filme – de longe – em que ele entra). Nota ainda para Kirsten Dunst que aos 12 anos já mostrava perceber disto, tendo uma bela interpretação e para Stephen Rea que detestei. Absolutamente terrível. O Banderas lá está a fazer número.

Pronto, passando ao segundo problema, e com o risco de soar incoerente, penso que a história se perde um pouco na recta final (quando entram Rea e Banderas). Não que não faça sentido, mas porque para mim o filme começou a perder muito do seu interesse. Penso que a maneira como a personagem de Rea foi tratada e também um pouco a de Banderas, juntando-lhe aquelas parvoíces do teatro e da cena de vingança do Pitt, tornaram uma recta final bastante aquém do esperado. Depois quando isso passa e se avança para o terminar da coisa no presente tudo melhora, apesar de que aquele regresso um tanto inesperado para gente que não leu a obra de Anne Rice (tipo eu) acabar por ser um tanto estranho, mas pelo que percebi acontece nos livros pelo que assim não há nada a apontar.

Temos aqui então algo diferente e inovador no que toca a “vampirices”, mas que poderia ter sido para mim muito mais épico se tivesse tido mais cuidado nestes dois pontos que assinalei, principalmente no 2º. Assim, passou de um filme que tinha tudo para me fazer adora-lo, para um bom, pois merece muito mérito pelas suas qualidades.

Próximo será um regresso do meu antigo ídolo (quando era puto e queria era porrada) e que com quatro letrinhas apenas se faz o título do filme. J(ean).C(laude).V(an).D(amme).

Nota: 7

Trailer:

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The International (2009)

Publicado por jcosta em 10/10/2009

Boas. Cá estou eu de novo com um thriller deste ano, chamado The International – A Organização.

Género: Crime / Thriller.

Duração: 118 min.

Língua: Inglês; Italiano; Francês; Alemão.

Orçamento: 50 milhões de dólares.

Receita: 60 milhões de dólares.

Rating: M/12.

Tagline: They control your money. They control your government. They control your life. And everybody pays.

Realizado por: Tom Tykwer (Perfume: The Story Of A Murderer).

Elenco: Clive Owen (Nomeado para 1 Óscar || King Arthur), Naomi Watts (Nomeado para 1 Óscar || King Kong), Armin Mueller-Stahl (Nomeado para 1 Óscar || The House Of Spirits), Ulrich Thomsen (Kingdom Of Heaven) e Bryan F. O’Byrne (Flashforward).

Sumário: O agente da Interpol Louis Salinger (Owen) e a directora assistente do Ministério Público Eleanor Whitman (Watts) descobrem que um dos bancos mais poderosos do mundo, o IBBC, negoceia com terroristas com acções desde a controlo de governos, passando por armas e até a lavagem de dinheiro. O caso leva ambos a andarem por Berlin e Milão, sendo que Salinger começa mesmo a ficar obcecado pelo assunto, já que causou a morte a muitos inocentes, incluindo um colega seu. Com a descoberta da relação entre o caso e um candidato a primeiro-ministro na Itália, Umberto Calvini, deslocam-se ao local de um discurso para falar com o político. Durante o mesmo, Calvino é assassinado por um “consultor” do IBBC (O’Byrne), levando a dupla a Nova Iorque. Seguindo a pista do “consultor”, Salinger e os seus colegas entram num domínio cada vez mais perigoso onde a sua própria salvação pode estar onde menos se espera e onde a procura por justiça se prova cada vez mais uma utopia.

Review: Este é daquele tipo de filmes que muita gente não irá gostar. Primeiro porque vai à espera de encontrar um grande filme de acção e cheio de momentos de emoções fortes, encontrando posteriormente algo muito mais relacionado às políticas e à corrupção. Mesmo assim, sempre há os momentos de procura de provas e de pistas e também alguns momentos de acção, nomeadamente a cena no museu que é absolutamente explosiva. Até cansa de tantos tiros que são disparados. Com tudo isto, temos uma história bastante interessante apesar de já muito vista, passando depois por momentos altos e baixos, onde temos cenas de belo efeito e cheias de interesse, com outras completamente mortas e que se calhar nada acrescentam à história.

Sempre importante para puxar o povo, temos Clive Owen e Naomi Watts nos principais papéis. Owen claramente nasceu para estes papéis e Watts acaba por sofrer um bocado o síndrome da falta de uma personagem feminina, sendo muitas vezes puxada para a cena sem fazer lá falta. Safa-se bem mas também não tinha grande margem para brilhar. Mueller-Stahl é um actor bastante enigmático e mais uma vez faz um prestação muito fria, mas que assenta muito bem no filme. Gostei bastante de ver. Portanto na generalidade, os actores encontram-se ao nível do filme.

Tenho noção que já foram feitos biliões de filmes em toda a história do cinema. Mas penso que há formulas que começam a ficar um pouco gastas. Terrorismo, guerra, filmes de casas assombradas, comédias satíricas e estes tipo de conspirações. Portanto, quando é feito um trabalho nesta área, é da minha opinião que os homens do leme devem se exceder no trabalho que fazem de modo a conseguirem cativar as pessoas, que parecendo que não se calhar até pensam um pouco como eu. Este International é bom, mas vai acabar por ficar um pouco esquecido. Não sobressai. É um no meio de centenas. Porém, do mal o menos. Assim ainda conseguimos ter algo que permite que o pessoal se entretenha com um mínimo de qualidade e com um enredo interessante. Por outro lado é mais uma gota num oceano que qualquer dia transborda, deixando este género de filmes num deserto de ideias e onde os verdadeiramente maus vão começar a surgir cada vez mais. Se calhar até não. Mas é assim que eu penso. Posto isto, trabalho bastante aceitável e sólido, mas que certamente poderia ter um pouco mais de inteligência e mistério em alguns momentos para apimentar as coisas.

O próximo será mais um regresso ao passado com uma fita de vampiros cheio de malta conhecida. Até lá.

Nota: 6.5

Trailer:

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