Review’em All

Taxi Driver (1976)

Publicado por jcosta em 28/12/2009

Olá. Cá estamos então numa viagem ao passado, para falar um bocadinho sobre um dos primeiros grandes êxitos do sr. Scorsese, Taxi Driver.

Género: Drama / Thriller.

Duração: 113 min.

Língua: Inglês.

Orçamento: 1,3 milhões de dólares.

Receita: 28 milhões de dólares (nos States só e apenas).

Rating: M/18.

Tagline: On every street in every city, there’s a nobody who dreams of being a somebody.

Realizado por: Martin Scorsese (Vencedor de 1 Óscar || Goodfellas).

Elenco: Robert DeNiro (Vencedor de 2 Óscares || Casino), Jodie Foster (Vencedora de 2 Óscares || The Silence Of The Lambs), Albert Brooks (Nomeado para 1 Óscar || Finding Nemo), Leonard Harris (Hero at Large), Peter Boyle (Everybody Loves Raymond) e Cybill Shepherd (Cybill).

Sumário: Travis Bickle (DeNiro) é um homem solitário e deprimido a viver em Manhattan. Travis torna-se taxista à noite de modo a lidar com a sua insónia crónica. Nos seus tempos livres, escreve no seu diário e frequenta cinemas de filmes pornográficos. Ao conhecer Betsy (Shepherd), uma voluntária na campanha do senador Palantine (Harris), fica fascinado por ela e passa horas no exterior da sede de campanha só a olhar para ela. Ao fim de um tempo decide convidá-la para sair, ao que ela aceita criando entre os dois uma relação interessante. Entretanto, Bickle comete o erro de a levar a ver um filme pornográfico, o que a deixa ofendida e a afasta dele. A partir daí o taxista torna-se um pouco mais violento, mostrando-se zangado com o crime nas ruas da cidade, nomeadamente o de prostituição. Adquire várias armas e na tentativa de defender um amigo de um assalto, acaba por matar o prevaricador. Tudo de se torna pior quando conhece a prostituta de 12 anos Iris (Foster), que irá encabeçar a lista de prioridades de Travis, no sentido de a desviar dessa vida, nem que seja preciso matar por isso.

Review: Um dos grandes clássicos do cinema, estando inclusive no nr. 47 no top 100 da AFI, nunca me tinha passado pela vista. Desta forma, ganho um pouco mais de cultura cinematográfica e passo um bom bocado pelo caminho.

No que foi um dos grandes impulsionadores da carreira de Scorsese (e onde DeNiro era o fetiche em vez de DiCaprio), este Taxi Driver é um filme complicado e muito difícil de apreciar. Num ritmo nada rápido e numa onda muito sombria  e perturbadora até, conheço muito boa gente que ia adormecer a ver. Mas dentro do seu género e dentro da sua época, percebo por que é um marco.

Uma história bastante simples, mas cheia de psicologia pauta toda a duração do filme, levando o espectador para o mundo de Travis Bickle. E era precisamente esse o objectivo. Durante todo o tempo conseguimos perceber os sentimentos da personagem, desde as suas perturbações à própria ingenuidade, sendo essa a verdadeira vitória.

E para isso tem de contar com um grande actor. E se conta. DeNiro ainda jovem, mostra mais uma vez que qualquer papel é a sua praia. Seja gangster, seja maluco, seja cómico, seja gajo perturbado. O homem é um senhor. Depois, com o promissor (na época) acompanhamento de Jodie Foster, principalmente nas sequências finais, ainda dá um toque mais especial. Tudo o resto é muito secundário à volta de um DeNiro em grande forma.

Indo pegar de novo nos tops da AFI, temos a 10ª melhor fala de sempre (Are you talking to me?)… nada contra nesse aspecto. O 22º lugar na lista de “thrills” parece um pouco exagerado, apesar da intensidade da última cena em que se nota claramente que estamos a ver um filme de há séculos atrás, mas cuja força é brutal. Depois Travis Bickle é considerado o 30º melhor vilão, do qual discordo completamente. Penso que a ideia de Scorsese não era fazer de Travis um vilão, mas sim colocar naquela personagem problemática um pouco do sentimento comum dos cidadãos. Aquela ideia de que se pudesse gostava, de “limpar as ruas” do crime que as assolam. E o fim, real ou não, acaba por dar essa ideia.

Portanto, resumindo temos aqui um filme bastante difícil de avaliar, mas que enche as medidas a quem souber um pouco ao que vai, como eu felizmente ia. Não é genial, mas é muito bom e mostra mais uma vez que Scorsese é um dos grandes senhores do cinema americano.

Regresso já amanhã com mais um filme, isto é non-stop, nomeadamente o thriller de 2009: State of Play.

Nota: 8.5

Trailer:

Publicado em Anos 70, Filmes | Leave a Comment »

Marley & Me (2008)

Publicado por jcosta em 27/12/2009

Olá. Após muitos pedidos de várias famílias (ou se calhar não assim tantos como isso), lá decidi arriscar a minha vida e partir para o visionamento desta obra cinematográfica, que dá pelo nome de Marley e Eu, cuja capa é muito cutchi-cutchi e é baseado num livro escrito por John Grogan.

Género: Comédia / Drama

Duração: 115 min.

Língua: Inglês.

Receita: 243 milhões de dólares.

Rating: M/6.

Tagline: Heel the love.

Realizado por: David Frankel (Vencedor de 1 Óscar || The Devil Wears Prada).

Elenco: Owen Wilson (Nomeado para 1 Óscar || Behind Enemy Lines), Jennifer Aniston (He’s Just Not That Into You), Eric Dane (Greys Anatomy), Alan Arkin (Vencedor de 1 Óscar || Little Miss Sunshine) e Kathleen Turner (Nomeada para 1 Óscar || The Virgin Suicides).

Sumário: John (Wilson) e Jenny Grogan (Aniston), são dois jornalistas recém casados que mudam-se para o sul da Florida. Nos seus novos empregos, Jenny Grogan recebe histórias de capa de jornal, enquanto John escreve obituários e artigos de dois parágrafos sobre futilidades. Com ideia de que o instinto maternal de Jenny está a vir ao de cima, John assusta-se e pede conselhos ao seu colega de trabalho Sebastian (Dane), que o aconselha a arranjar um cão a Jenny. John oferece então um labrador à sua esposa, baptizando-o de Marley em homenagem a Bob Marley. Apesar do seu aspecto muito fofinho, o cão é completamente incorrigível. Nem os cuidados da treinadora Komblut (Turner), o fazem ter remédio. Entretanto, John tem ideias para escrever uma coluna no seu jornal, propondo ao seu chefe (Arkin) contar as aventuras que tem com Marley, o que se torna um sucesso imediato. Pouco tempo depois,  o casal consegue finalmente ter o primeiro filho. Com a nova adição à família e com a perspectiva de possível aumento, a tensão vai aumentando um pouco no lar dos Grogan, o que faz com que a paciência para Marley comece a ter limites.

Review: À partida para este filme, sou sincero ao dizer que tinha as expectativas no mais baixo que pode haver. Devido a algumas (para não dizer muitas) críticas que ouvi, pensei seriamente que poderia não sobreviver à experiência de assistir a algo, que além de ser mau, ainda tem dois ódios pessoais como actores principais. Porém, as críticas que lia até eram bastante positivas, sendo que um 7 no IMdB e inclusive um 61% no site RottenTomatoes, me baralhavam as contas.

Seguindo em frente, eu durante a visualização da coisa receei mesmo pela vida. A primeira meia hora foi absolutamente penosa. Diálogos fracos, interpretações upa upa, história sem grande interesse e cenas absolutamente criminosas pautavam este arranque. Porém, não sei se por desespero ou por estar completamente no fundo do poço de expectativas, as coisas foram me parecendo melhores aos poucos. Mas afinal era mesmo da história. Começou a haver um toque de drama mais sério, começou-se a criar um enredo interessante e, no meio de tudo isto, o filme ia me conseguindo arrancar alguns risos ou na pior das hipóteses uns sorrisos. E assim, aquilo que se previa ser verdadeiramente doloroso, foi se tornando em algo visível e bastante razoável.

Para a habitual análise ao elenco, tudo muito simples em 4 dos actores. Owen Wilson ter uma nomeação para um óscar é tão escandaloso como o penalty do Rodriguez na luz. O homem percebe menos disto, do que eu de pastelaria israelita. Kathleen Turner é de meter medo, mal a conhecia. Eric Dane tem uma interpretação à Mark Sloan (da Anatomia de Grey). Todo garanhão e com alguma graça (nem metade da que tem na série). Alan Arkin é Deus no meio desta gente. Sempre ao seu estilo, consegue fornecer cerca de 90% dos risos. O caso aparte é Jennifer Aniston. Apesar de não gostar nada dela a todos os níveis, tenho de reconhecer que aqui teve quase uma redenção. Desempenha um papel sempre em crescendo, que conseguiu ir cativando o espectador e meter no bolso o seu parceiro (mas isso não é difícil). Por incrível que pareça, Marley & Me fez-me detestar menos a Aniston, tal como milhares de raparigas que há uns anos deixaram de odiar tanto Aniston, para odiar profundamente a Angelina Jolie.

Agora, apesar do crescimento que referi, há muita coisa aqui que poderia (e deveria) ter sido limada. Nem falo de o Marley parecer diferente umas 30 vezes durante o filme todo. Falo no arranque patético, nos cuidados dos diálogos e até em algumas transições demasiado rápidas na história. Por vezes, vemos passar alguns anos tão depressa que nem se percebe. O mesmo se passa com alguns casos de humor das personagens, que ora estão super zangados, ora já estão a fazer outros filhos. Um equilíbrio maior, melhores actores, melhores diálogos e uma consistência mais nítida colocariam então este Marley & Me no 7 que muitos deram. Desta forma fica apenas num 5.

Volto amanhã (ou mais logo que isto já é 1 da matina), com uma incursão a 1976, onde um dia um senhor chamado Bob DeNiro, a olhar para a câmara disse: “Are You Talking To Me?”. Até lá.

Nota: 5

Trailer:

Publicado em 2008, Filmes | Leave a Comment »

Avatar (2009)

Publicado por jcosta em 25/12/2009

Olá. Enquanto se espera que o povo regresse para o almoço de Natal cá estou eu, como prometido, para falar sobre a minha estreia nas andanças do 3D, com este Avatar.

Género: Aventura / Ficção Científica.

Duração: 161 min.

Língua: Inglês.

Orçamento: 240 milhões de dólares (só??)

Receita: 417 milhões de dólares (so far).

Rating: M/12.

Realizado por: James Cameron (Vencedor de 3 Óscares || Terminator).

Elenco: Sam Worthington (Terminator Salvation), Zoe Saldana (Star Trek), Sigourney Weaver (Nomeado para 3 Óscares || Alien), Stephen Lang (Public Enemies), Michelle Rodriguez (The Fast & The Furious), Giovanni Ribisi (Gone In Sixty Seconds), Joel Moore (Dodgeball: A True Underdog Story), CCH Pounder (Orphan) e Wes Studi (Heat).

Sumário: No ano de 2154, os humanos exploram a lua de Pandora pelo precioso mineral. Jake Sully (Worthington), um fuzileiro em cadeira de rodas, chega a Pandora para substituir o seu irmão no programa Avatar, liderado pela cientista Grace Augustine (Weaver).  O líder dos mercenários, Coronel Quaritch (Lang), aborda Jake para servir de espião, na perspectiva de fazer com que a tribo abandone a sua casa, pois esta situa-se em cima da maior reserva do mineral, assim como dar a conhecer como é a zona por dentro. Numa das suas expedições com Augustine e o biólogo Norm Spellman (Moore), o grupo é atacado por um predador, deixando Jake perdido na floresta. Em vias de ser atacado por vários animais, é salvo por uma nativa de nome Neytiri (Saldana), que justifica o salvamento por ter notado no bom coração de Jake. A indígena leva-o de volta à sua tribo, os Omaticaya, onde Jake aprenderá todos os costumes do povo. Após estar completamente integrado, escolhe Neytiri para sua parceira e começa a se apaixonar por todo aquele mundo, o que o deixa contra os da sua própria espécie, quando sabe que estes planeiam afugentar os Na’vi daquela zona. Assim, Jake toma uma drástica decisão, virando-se contra o seu próprio povo, de modo a ajudar a proteger o seu novo lar e os seus novos irmãos.

Review: Inicialmente não tinha grande vontade de ver o Avatar. O trailer parecia-me desgarrado, sem muito sentido. Sempre li que a história seria um cliché, muito batida. Até que chega a nomeação aos Globos de Ouro. Chegam a chuva de críticas inacreditáveis. E chegam as vénias a todo o poder visual que o filme transmite. E então aí pensei cá para mim… este não pode fugir. E lá fui eu, experimentar pela primeira vez a experiência do 3D numa longa metragem de Hollywood. E friso o longa… porque o filme é grande como o caraças.

Primeiro, vou centrar-me na história. Com muitas inspirações doutros lados, nomeadamente um cheirinho de Dança com Lobos, outro de Matrix e até um ou outro do Abismo, Cameron monta uma história bastante simples e já muito batida. No entanto, ao seu bom estilo, consegue-a carregar com humor, emotividade e dinamismo, tornando-a em algo bastante interessante.

No que toca ao visual, a conversa é outra. Segundo o próprio, quando acabou de ver o Titanic até abdicou dos seus honorários, porque achou que tudo aquilo que tinha feito, roçava o execrável (não diria tanto, mas de facto…). Mas quando se tornou no filme mais rentável de sempre, ao receber um prémio de 350 milhões de dólares, pensou para ele: está na hora de brincar. E assim surgiu 14 anos depois, este Avatar. E não exagero dizer que é quase ir ao cinema ver fogo de artifício. É um portento visual como nunca vi na minha vida. Com a adição do 3D ainda fica mais upa upa. Não um 3D agressivo que faz o povo desviar a cara, mas um 3D ambiental, que faz com que os espectadores se sintam em Pandora, no meio de todas aquelas florestas e paisagens absolutamente maravilhosas. Depois, todas as cores (a fazer lembrar o tal Abismo) usadas por Cameron tornam ainda mais fascinante toda a experiência. A cena de dentro de água, as fagulhas dos incêndios à nossa frente, as filmagens dentro dos cockpits brilhantes, a noção de profundidade… absolutamente gigante.

No meio disto, Cameron escolheu um elenco bastante modesto. Worthington em grande ascensão, demonstra mais uma vez ali há estrela. A experiente Sigourney Weaver regressa às grandes produções, sempre consistente. Surpresa para Stephen Lang, que não conhecia e tem todo o grande estilo de mauzão de “blockbuster” americano. Michelle Rodriguez não sabe mais coitada. E a grande surpresa de todas, a Neytiri, Zoe Saldana. Nunca se vê a sua verdadeira (e gira por assim dizer) cara, mas arranca, na minha opinião, uma prestação verdadeiramente sublime, pois consegue ajudar a tirar do espectador toda a paixão, que Jake Sully consegue sentir por ela e por aquele mundo. Verdadeiramente extraordinária.

Por tudo isto, Avatar é um sucesso em todos os sentidos. A história cumpre com o que era pretendido, com a sua simplicidade e clichés de que o povo tanto gosta, mas só podia ser assim. Um enredo complicado e todo cheio de filosofias, só iria desviar a atenção do espectador para a imponência visual que pauta todo o filme. Mesmo assim, Cameron consegue fazer uma crítica, a nós humanos, que não olhamos a meios para obter os fins, com muitas referências ao ambiente e à destruição das florestas.

Tudo junto, dá um grande filme, que marcará a história do cinema. Boa história, espectacularidade visual, bons desempenhos e entretenimento garantido. O que se mais pode pedir?  Bem haja Cameron por este regresso, que pode descansar com honra na tua parede, juntamente com Terminators e Aliens. E fiquei apaixonado pela Zoe Saldana, pronto. Feliz Natal e até amanhã.

Nota: 8.5

Trailer:

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Up (2009)

Publicado por jcosta em 23/12/2009

Olá. Hoje e amanhã faço um pequeno parêntesis na sequência que pretendo seguir, com a review de dois filmes bastante recentes (o de depois de amanhã então…). Hoje o tempo é dedicado ao Up! Altamente.

Género: Animação.

Duração: 96 min.

Língua: Inglês.

Orçamento: 175 milhões de dólares.

Receita: 683 milhões de dólares.

Rating: M/4.

Realizado por: Pete Docter (Nomeado para 4 Óscares || Monsters Inc.) e Bob Peterson (Nomeado para 1 Óscar).

Vozes: Edward Asner (JFK), Christopher Plummer (A Beautiful Mind), Jordan Nagai, Bob Peterson (Finding Nemo), Delroy Lindo (Gone In Sixty Seconds), Jerome Ranft (Coraline) e John Ratzenberger (The Incredibles).

Sumário: Carl Fredricksen (Asner), é um jovem tímido, mas fã de aventuras e do aventureiro Charles Muntz (Plummer). Um dia conhece Ellie, uma maria-rapaz que sonha viajar até a Paradise Falls na América do Sul, fazendo Carl jurar que a ajudaria. Os dois tornam-se amigos, casam e vivem juntos durante muitos anos, até à morte de Ellie. Carl fica destroçado, o que é agravado com a sua inevitável ida para um lar, pois a sua casa encontra-se exactamente no meio de uma construção de uma urbanização. Em vez disso, Carl decide encher a sua casa com balões, transportando-a pelos ares com destino à América do Sul, em memória de Ellie. Com sossego e a cumprir o sonho da sua falecida esposa, Carl sente-se feliz, até lhe bater à porta o jovem Russell (Nagai), que estava no seu alpendre quando a casa levantou voo. Sem alternativa, Carl segue a sua viagem com o rapaz, chegando então à América do Sul, onde ambos terão a aventura das suas vidas, mas não a que o sr. Fredricksen tinha em mente.

Review: Parti para este filme com inúmeros comentários positivos ouvidos. Logo, as expectativas eram bastante elevadas, para ver a obra da Pixar que alguns consideram superior ao Wall-E. E gostei. Aliás, gostei imenso.

Up é um trabalho de animação algo diferente. Começa logo com uma premissa algo triste, a personagem principal é um sr. de idade e a história acaba por ser inovadora. Por isso, tinha todas as condições para ser um falhanço. Em vez disso, está no top 3 de melhores de animação de todos os tempos. É absolutamente fascinante a maneira como toda o enredo se desenvolve, apesar dos 300% de irrealismo de que sofre (mas whatever… os putos gostam). A carga emocional mistura-se com o humor e com algumas lições de vida. Para crianças é excelente, para os adultos é um divertimento delicioso. Neste aspecto, o filme consegue ser um “cocktail” de muitas qualidades, completamente apreciáveis por todas as gerações.

As personagens são fantásticas. Carl Fredricksen do super-veterano Ed Asner é o típico rezingão, que misturado com a típica atitude irritante de criança de Russell, fazem um par perfeito. Depois temos a melhor personagem de todas: o cão Dug. Absolutamente genial. Arrisco a dizer, das figuras mais engraçadas já criadas na animação (POINT). E com ele, todos os outros cães (SQUIRL). Entre parêntesis, algumas das frases que marcam momentos hilariantes. A partir daqui está tudo feito. A diversão é extrema, muito pessoal certamente que terá a lágrima ao canto do olho e no final, todos mas mesmo todos, estarão de papo cheio.

Cada vez mais a animação se está a reinventar, atingindo patamares à muito não vistos. Wall-E no ano passado e Up este ano, contribuem e de que maneira para a cativação de massas cada vez maiores, pois como já disse em outros posts, os pais também vão começar a gostar de acompanhar os seus filhos ao cinema.

E pouco mais há a dizer. Foi uma experiência muito gira assistir a este Up, que tal como o nome em português afirma: é sem dúvida Altamente. É uma aposta segura dizer que ganhará o óscar em 2010 para melhor filme de animação. Se isso não acontecer, é porque está tudo parvo.

Depois de amanhã regresso com outro crónico candidato aos óscares e que me fez experimentar pela primeira vez, numa longa metragem, todo o poder de 3D. Quase que aposto que nem conseguem adivinhar qual é o filme… Até lá, bom natal a todos.

Nota: 8.5

Trailer:

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Night at the Museum: Battle of the Smithsonian (2009)

Publicado por jcosta em 21/12/2009

Olá. Umas mudanças de planos relativamente ao que estava previsto, fazem com que hoje regresse com a sequela do À Noite do Museu, desta feita com o nome A Batalha do Smithsonian.

Género: Comédia / Fantasia.

Duração: 105 min.

Língua: Inglês.

Orçamento: 150 milhões de dólares.

Receita: 415 milhões de dólares.

Rating: M/6.

Tagline: When the lights go off, the battle is on.

Realizado por: Shawn Levy (The Pink Panther).

Elenco: Ben Stiller (There’s Something About Mary), Amy Adams (Nomeada para 2 Óscares || Doubt), Owen Wilson (Nomeado para 1 Óscar || Shanghai Noon), Hank Azaria (Along Came Polly), Steve Coogan (Marie Antoinette), Christopher Guest (A Few Good Men), Alain Chabat (Astérix & Obélix: Mission Cléopâtre), Ricky Gervais (Extras), Bill Hader (Superbad), Jon Bernthal (Eastwick), Jake Cherry (Pretty / Handsome) e Robin Williams (Vencedor de 1 Óscar || Insomnia).

Sumário: Dois anos depois dos incidentes no Museu de História Nacional, Larry Daley (Stiller) regressa,  para ver que as peças estão a ser substituídas por hologramas, estando as originais em fase de mudança para o Smithsonian . Teddy Roosevelt (Williams) conta a Larry que se sente preocupado pois a Tábua de Akmenrah não irá com as peças, o que fará com que esta seja a última noite de “vida” para muitas.  Na noite seguinte, Larry recebe um telefonema de Jedediah (Wilson), o mini cowboy, a contar-lhe que a Tábua foi transportada para o Smithsonian sem querer, tornando as figuras desse museu vivas, incluindo o irmão de Akmenrah, Kahmunrah (Azaria), que inicia uma batalha com os novos “inquilinos”. Larry entra em acção e desloca-se a Washington, para tentar travar a situação, só piorando pois ao ver a Tábua, Kahmunrah pretende possui-la para invocar o seu exército do submundo e dominar o mundo. Para isso junta-se a Ivan o Terrível (Guest), Napoleão Bonaparte (Chabat) e Al Capone (Bernthal), enquanto Larry tenta juntar esforços de todas as outras figuras, incluindo a aviadora destemida Amelia Earhart (Adams), para travar esta nova ameaça e manter os seus amigos e o museu a salvo.

Review: Depois de ter achado alguma graça ao primeiro, foi com vontade que parti para esta sequela, sabendo de antemão que corria o risco de sair tramado. E foi isso mais ou menos que aconteceu.

A história deste filme, que inicialmente podia ter alguma graça, foi aos poucos se tornando em demasiada fantasia barata e sem muito sentido. Desta forma, o fio à meada foi ficando cada vez menos coerente, dando a ideia de que se  tentou fazer algo mais espectacular, mas depois esqueceram-se do mais importante. Toda a parte do exército dos mortos, assim como a parte do quadro, entre outras, acabam por levar o filme para pisos que nunca deveria ter “pisado”. E foi essa a principal razão que estragou um pouco toda o ambiente. De novo digo, o mais simples é sempre melhor e esta gente na tentativa de fazer algo bonito, nunca mais aprende.

O elenco bastante semelhante ao anterior, perde um pouco Robin Williams e Ricky Gervais de cena, mas ganha claramente com o aparecimento do Hank Azaria. É ele que ganha o prémio de interpretação mais engraçada, com o seu faraó maquiavélico. O segundo lugar vai para o complexado Napoleão de Alain Chabat. Amy Adams meteu-se aqui num buraco, pois não acho que seja o ideal para ela.

O que salva isto mais ou menos, ainda é alguns momentos de humor que surgem maioritariamente destas personagens referidas acima. É claro que isso pode ser considerado irrelevante por uns, mas numa comédia acho que é óbvio que tem de ter piada. Agora não chega para tapar estes buracos que já falei. Toda a experiência se perde quando estes camaradas produtores / argumentistas / realizadores nunca mais aprendem que a coerência é sempre essencial. Já se viu filmes esteticamente muito bons assim… e para um que custa 150 milhões… não me lixem. Porém, já começo a achar que a culpa ainda é nossa. Nós que continuamos a consumir isto copiosamente e dar montes de lucro, vindo ainda dizer que é fantástico. Enfim… se é assim o que o povo pensa, então é capaz de ser por isso que há destas coisas aos montes.

Não prometo nada agora, para não mentir. Próximo filme será Up.

Nota: 5

Trailer:

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Night at the Museum (2006)

Publicado por jcosta em 20/12/2009

Olá. Hoje entro num novo rumo cinematográfico. Começo por um filme de 2006, já que tenho de ver o 1º antes do 2, mas a ideia será um de 2009 (neste caso 2), um de 2008 e um clássico (leia-se pré 2008). Vamos então para o À Noite No Museu.

Género: Comédia / Fantasia.

Duração: 108 min.

Língua: Inglês.

Orçamento: 110 milhões de dólares.

Receita: 575 milhões de dólares.

Rating: M/6.

Tagline: Everything comes to life.

Realizado por: Shawn Levy (Cheaper By The Dozen).

Elenco: Ben Stiller (Meet the Parents), Carla Gugino (The One), Dick Van Dyke (Dick Tracy), Mickey Rooney (Nomeado para 4 Óscares || The Black Stallion), Bill Cobbs (Air Bud), Jake Cherry (Desperate Housewives), Ricky Gervais (Stardust), Owen Wilson (Nomeado para 1 Óscar || Wedding Crashers), Steve Coogan (Around the World in 80 Days), Robin Williams (Vencedor de 1 Óscar || Good Morning Vietnam), Kim Raver (24) e Paul Rudd (I Love You Man).

Sumário: Larry Daley (Stiller) é divorciado e incapaz de manter um emprego estável. Na perspectiva de agradar ao máximo o seu filho Nick (Cherry), Larry aceita ser guarda-nocturno no Museu de História Natural. Os três guardas em vias de se retirarem, Cecil (Van Dyke), Gus (Rooney) e Reginald (Cobbs) ao receberem Larry, indicam-lhe para evitar que algo entre ou saia. O guarda só percebe as palavras dos três, quando repara que à noite, todas as peças do museu ganham vida. Desde o esqueleto do Tiranossaurus Rex, passando pelas miniaturas do cowboy Jedediah (Wilson) e do imperador romano Octavius (Coogan) e a figura de cera de Theodore Roosevelt (Williams). Roosevelt explica a Larry que tudo isto se deve ao artefacto egípcio, a tábua de Akmenrah, e caso alguma peça saia, ao raiar do sol tudo se tornará em pó. Após algumas situações que o quase fizeram perder o emprego, Larry lá se consegue habituar à vida nocturna do museu. Um dia, leva Nick para lá na tentativa de o surpreender, no entanto nenhuma das peças ganha vida. É aí que ambos descobrem que os três antigos guardas estão a tentar roubar a placa, o que obrigará a que Larry se esforce para conseguir fazer voltar as peças à vida, de modo a que juntos impeçam o roubo.

Review: Isto parece quase uma publicidade ao Ben Stiller, mas é mera coincidência. Night at the Musem é um filme que nunca tive muita curiosidade em ver, mas que com a saída do segundo, achei que devia de dar uma vista de olhos. Deparei-me com algo um pouco mais infantil do que esperava. Sinceramente as minhas expectativas estavam mais viradas para uma comédia com fantasia certo, mas um pouco mais adulta. Mas isso não é problema.

Com um conceito engraçado, dado que algo deste género até podia dar mais facilmente num filme de terror (Casa de Cera?), temos aqui um trabalho “entretido” que consegue divertir a malta. E a sua missão principal era essa mesmo. Quem procura uma obra prima não irá certamente encontrar aqui. Mas dentro do seu contexto, está bem feito, com umas situações menos boas aqui e ali que de forma alguma, estragam todo o ambiente à volta da história.

Com um elenco de luxo, Ben Stiller lidera com o que melhor (ou deveria dizer só) sabe fazer, estando por isso sem nada a apontar. Robin Williams dá sempre o seu toque especial em tudo o que entra, sendo por isso muito bem vindo. O infame Owen Wilson entra aqui para mal dos meus pecados, porque acho que o homem é fraquíssimo. Acaba por anular um normalmente divertido Steven Coogan, por entrar em praticamente todas as cenas com ele. Destaque mais que óbvio para Ricky Gervais, com a personagem que mais risos me arrancou. O homem é sem dúvida um mestre naquilo que faz, e que brutal será a cerimónia dos Globos de Ouro com ele ao leme. Menção também para o velhote Mickey Rooney, com uma personagem bastante semelhante ao Russell Crowe versão South Park: “Wanna Fight!”.

Com alguns exageros aqui e ali que me estou aqui a lembrar, mas que obviamente não mencionarei para não “spoilar” quem não viu, este Night acaba por se perder no meio de uma infinidade de comédias / filmes infantis que por aí se encontram. Não consegue sobressair, sem ser obviamente pelo facto de ter coisas mortas a ganharem vida. O que não implica, como já disse anteriormente, que não seja divertido de ver. Aliás, até tem uma história bastante simples, o que pensando que não, é bastante importante, pois com toda a explicação sobre a vida das peças do museu, poderia-se tornar bastante complexo demais se inventassem algo de muito requintado. Nesse aspecto, é um ponto positivo.

Assim, filme para toda a família ver num Domingo à tarde, quando mais nada dá para entreter e não muito mais que isso. Dá uma certa vontade de experimentar o segundo, mas no meu caso, vou me meter nisso com muitas cautelas. É daquele tipo de filmes que dá vontade de lançar um “Sequel Failed Alert”. Volto amanhã com os Voivod. Até lá.

Nota: 6.5

Trailer:

Publicado em Anos 00-07, Filmes | Leave a Comment »

The Taking Of Pelham 123 (2009)

Publicado por jcosta em 17/12/2009

Olá. Fiquei farto de estar a ver montes de filmes e estar a deixar os mais recentes (de que toda a gente fala) de fora. Assim, vou adoptar uma nova técnica, que irá começar na próxima review. Este Assalto ao Metro 123 é um aparte, já que não foi só visto por mim. Vamos lá então.

Género: Thriller / Crime.

Duração: 106 min.

Língua: Inglês.

Orçamento: 100 milhões de dólares.

Receita: 150 milhões de dólares.

Rating: M/12.

Realizado por: Tony Scott (Deja Vu).

Elenco: Denzel Washington (Vencedor de 2 Óscares || Man On Fire), John Travolta (Nomeado para 2 Óscares || Face-Off), Luis Guzmán (The Bone Collector), John Turturro (Mr. Deeds), Ramon Rodriguez (Pride and Glory) e James Gandolfini (The Sopranos).

Sumário: 4 homens armados, liderados por Ryder (Travolta), tomam de assalto o metro de Nova Iorque que parte de Pelham Bay à 1:23. Na MTA (Metropolitan Transpotation Authority), Walter Garber (Washington) é despromovido para o controlo das linhas do metro, devido a uma investigação de suborno em que está envolvido. Os assaltantes isolam a carruagem da frente, mantendo lá os reféns, e param numa zona de perfeita visão para qualquer lado da linha. Com Garber no terminal de controlo, Ryder entra em contacto com ele, afirmando que exige 10 milhões de dólares em 60 minutos. Caso o tempo passe, um refém será morto por minuto. Ambos passam bastante tempo à conversa, enquanto Ryder vai acedendo a dados da bolsa através do seu portátil, com rede proveniente do wi-fi booster montado pelo outros do grupo. Com as forças policiais sem capacidade de se aproximarem dada a localização da carruagem, com apenas uma imagem proveniente de uma webcam de um refém e com as conversas que tem com Ryder, Garber tem nas suas mãos uma difícil missão de tentar manter todos os reféns vivos, enquanto a polícia tenta todas as estratégias para combater um grupo que não parece ser tão vulgar como aparenta, colocando em risco a sua própria vida, principalmente quando Ryder começa lhe a exigir mais do que o suposto.

Review: Já vi alguns filmes do sr. Tony Scott e gostei de poucos. Além do clássico Top Gun (ainda por ver), Scott tem Man On Fire que gosto muito. Depois filmes como Spy Game, DejaVu e The Fan não me dizem nada. Aliás, Scott faz dos seus filmes algo extremamente complexo, confundindo o que é simples. Já o seu irmão, Ridley Scott, é um senhor.

Com Taking of Pelham 123, Scott não só se aventura por uma adaptação literária, como também por um remake de um filme dos anos 70. E o resultado poderia ter sido bem melhor.

Se formos a ver pelo sumário, esta forma já está mais gasta do que sei lá o quê. E Tony Scott mais uma vez, com os seus planos malucos e com muita psicologia e voltinhas, acaba por retirar também um pouco da adrenalina que um filme destes poderia fornecer. Muita conversa era sem dúvida necessária, devido a todas as negociações e tal. Mas, alguns dos diálogos são fracos. Às vezes soam até a parvos. Depois temos aquelas cenas evitáveis, principalmente por realizadores experientes, como a bateria do portátil nunca acabar (com wireless e webcam ligados) ou os piques feitos pela polícia a caminho da estação do metro, onde mesmo com escolta policial, destroem montes de outros carros. Além disso, os condutores de um carro que caiem de uma ponte, saem de lá como se não fosse nada. Tolero barretes, desde que sejam feitos com estilo.

Quanto aos actores, basta praticamente falar dos 4 principais. Washington tem sempre aquela potência à frente das câmaras, mesmo que passe 70% do filme sentado. Travolta, apesar de alguns exageros (quantas vezes disse ele “my man”), com aquela caracterização tem o aspecto perfeito de gajo mau. Turturro dentro do seu género habitual safa-se e Gandolfini tem uma personagem com muitos altos e baixos. Primeiro até parecia um tipo todo campeão e que se estava a borrifar, para depois ser todo preocupado e tal. No geral, o elenco cumpre bem.

Claro que o filme não é mau. A malta acaba por passar ali um bocado entretido a ver aquilo. É uma fórmula muito usada mas que é fácil de gostar. Sempre tem alguma acção, algum suspense e tal. E isso é bastante importante. Mesmo assim, isso não impede de ir torcendo o nariz de vez em quando. Penso que com alguém diferente atrás das câmaras, se teria algo melhor (not Michael Bay).

Fazendo um apanhado, este filme enquadra-se na categoria do: “Vê-se. Não é mau”. Amanhã volto com o primeiro Night at the Museum e no fim de semana com o mais recente álbum de Voivod.

Nota: 6

Trailer:

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Madagascar: Escape 2 Africa (2008)

Publicado por jcosta em 16/12/2009

Boas. Volto com a sequela do filme de animação Madagascar, que em português se chama apenas Madagáscar 2, apesar do nome original pomposo.

Género: Animação.

Duração: 89 min.

Língua: Inglês.

Orçamento: 150 milhões de dólares.

Receita: 603 milhões de dólares.

Rating: M/ 6.

Tagline: Still together. Still lost!

Realizado por: Eric Darnell e Tom McGrath (Madagascar).

Vozes: Ben Stiller (Night at the Museum), Chris Rock (Bad Company), David Schwimmer (Six Days Seven Nights), Jada Pinkett Smith (The Matrix Reloaded), Sacha Baron Cohen (Ali G), Cedric The Entertainer (Code Name: The Cleaner), Andy Richter (Semi-Pro), Bernie Mac (Oceans Trilogy), Alec Baldwin (Nomeado para 1 Óscar || The Edge) e Sherri Shepherd (30 Rock).

Sumário: Na ilha do 1º filme, Alex (Stiller), Marty (Rock), Gloria (Smith), Melman (Schwimmer), o rei Julien (Cohen), o seu conselheiro Maurice (The Entertainer) e os infames pinguins preparam-se para embarcar num voo, arranjado pelas aves, na tentativa de voltar a Nova Iorque. No meio da viagem, o avião fica com sérios problemas despenhando-se em África. Os amigos ficam abismados por verem as planícies africanas, com animais da mesma espécie que a sua, ficando por lá enquanto os pinguins arranjam o avião. Alex reúne-se com os seus pais, enquanto que Gloria fica atraída pelo elegante Moto Moto, Melman torna-se num curandeiro e Marty se mistura com os seus amigos zebras. No entanto, nem tudo são rosas e Makunga (Baldwin), leão que sempre procurou ser o líder (destronando o pai de Alex), relembra que Alex para fazer parte do grupo tem de passar um teste. Com o seu falhanço, Alex é banido e o seu pai destronado. Desta forma, Alex pretende tentar recuperar a sua honra e da sua família, ao mesmo tempo que Melman tenta expressar a Gloria o seu amor por ela, Marty desespera por não se conseguir destacar das outras zebras e a seca começa a ameaçar do vale habitado por todos aqueles seres. Está na hora dos amigos se unirem e juntos ultrapassarem todas as dificuldades.

Review: Embalado pelo divertimento do primeiro Madagascar, não perdi tempo em partir para o segundo. E se calhar por isso fiquei um pouco de pé atrás. Li em muitos lados que muito pessoal preferia este ao original. Eu não partilho dessa opinião. A história deste segundo filme é mais elaborada e por isso merece todo o mérito. O primeiro era bastante simples e uma sequela seria falhada se seguisse a mesma simplicidade óbvia. O problema não surge daí. Surge sim, da maneira como o enredo está construído. Existem alguns exageros desnecessários, o que me causaram algum torcer de nariz. Primeiro, a velhota. Não há simplesmente paciência, para uma senhora de 80 anos que mal pode andar, mas que é melhor lutadora que o Bruce Lee. Segundo, a zanga Alex-Marty já esteve muito batida no primeiro e por isso cansa neste. Terceiro, o Mort merecia mais tempo de antena do que fugir de um tubarão que anda quilómetros e quilómetros em terra atrás dele…

Mais uma vez as vozes dão um toque cómico ao filme, com destaque tal como no primeiro para os pinguins, rei Julien e o “Friend” David Schwimmer. Introdução bem conseguida de Alec Baldwin, a interpretar um leão todo penteado (um bocado a gozar com o próprio), e o recentemente falecido Bernie Mac, que merece o destaque por ter sido dos seus últimos trabalhos.

Apesar do que disse anteriormente, a diversão continua lá. O humor é bastante bem conseguido, principalmente durante toda a parte até ao despenhar do avião. Aliás é capaz de ainda ser melhor do que no primeiro. Dou exemplo do Mort no avião e do manual de instruções :D . Os pinguins neste filme estão ainda mais bombásticos, já que se fala nisto. Continua também a ter o factor de “adulto”, conseguindo entreter os mais velhos. A história está mais madura, mais rica e por isso nestes aspectos melhor que no 1º.

Portanto a história está gira, é divertido, põe a malta bem disposta. Não é preciso mais nada. Só que tenho de discordar no aspecto de ser melhor. Acho que os filmes complementam-se com as vantagens e desvantagens que apresentam um sobre o outro. Por isso, acabo por considerar os dois ao mesmo nível. Se isto fosse mais além dos 6.5, 7, 7.5, para valores mais intermédios este teria um pouco menos de 7. Sendo assim, vai o mesmo que o 1º.

Amanhã volto com um filme um tanto diferente, com o sr. Washington e o sr. Travolta. Taking Of Pelham 123. Até lá.

Nota: 7

Trailer:

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Xutos & Pontapés (2009)

Publicado por jcosta em 14/12/2009

Boas. Um bocado a morrer de frio, regresso hoje com música em português, nomeadamente o mais recente álbum da instituição nacional de rock n’ roll: Xutos & Pontapés.

Banda: Xutos & Pontapés (Portugal – 1979).

Género: Rock.

Timeline: 12º álbum de estúdio.

Predecessor: O Mundo Ao Contrário (2004).

Duração: 55 min.

Alinhamento: 1 – Estado de Dúvida; 2 – Tetris Anonimus; 3 – Quem É Quem; 4 – O Santo e a Senha; 5 – Perfeito Vazio; 6 – Sangue da Cidade; 7 – O Falcão; 8 – Sensação; 9 – Amor Com Paixão; 10 – Sem Eira Nem Beira; 11 – Classe 79; 12 – Pó das Estrelas; 13 – Superjacto.

Review: Não deve existir banda mais universal neste país do que os Xutos & Pontapés. Crianças, adolescentes, adultos, graúdos, amantes de rock, amantes de metal, amantes de pop, todos ouvem e pelo menos gostam e conhecem de algumas músicas deles. São a maior banda de rock português e mesmo ao fim de 30 anos, as suas músicas continuam a passar na rádio e a ser entoadas a plenos pulmões pelas multidões que arrastam nas digressões nacionais. E precisamente no ano em que chegam a trintões, lançam este novo trabalho que, como não podia deixar de ser, teve bastante sucesso.

Com um nome bastante sugestivo, Xutos & Pontapés é o 12º trabalho de originais e serviu de mote para a tournée dos 30 anos, onde era tocado praticamente na íntegra. Num ritmo um pouco diferente do anterior disco, Estado de Dúvida é o primeiro tema que surge no alinhamento. Toada mais lenta, mais profunda e que faz deste um começo algo invulgar, mas que por isso mesmo, é bastante bom. Bons coros e letra interessante, dão a ideia de que algo de bom poderá vir daqui. O ritmo de rock mais popular surge logo de seguida com Tetris Anonimus, passando para um rock mais cru e monocórdico de Quem É Quem.

As baladas não tardam com as bonitas Santo e a Senha e Perfeito Vazio (que toca na rádio como sei lá o quê). Por esta altura percebe-se que a fórmula actual de Xutos é sempre a mesma… mas o que é certo é que não gasta. É sempre agradável de ouvir de vez em quando. Sangue e a Cidade segue-se, com um registo totalmente diferente do habitual. Pacman dos Da Weasel praticamente clama a letra, com a introdução do instrumental típico dos Xutos como pano de fundo. No refrão, Tim faz-se ouvir e apesar de ser um contraste interessante, não deveria de estar seguido a duas baladas. Cansa mais facilmente.

Mais algum “peso” regressa com o surgimento de Falcão, sendo na minha opinião um dos melhores temas do disco. Ritmos mais pesados ainda surgem em Sensação, com um regresso também aquele rock mais popular típico dos Xutos. Amor com Paixão segue essa onda, mas não convence. Estas duas formam a pior sequência do álbum.

A infame Sem Eira Nem Beira, cantada por Kalú e com referência ao sr. Sócrates, volta a elevar a pica do cd. Ritmo simples, mas “catchy”, e letra engraçada dão um toque especial. E já agora, muito se dizia de censura deste tema pelas rádios. Meus caros, a palavra “m*rda” e “f*der” são entoadas… não acham isso suficiente para não passar na rádio? Seguindo em frente e num ritmo bastante semelhante, surge Classe de 79. Gosto bastante desta música. Fica no ouvido. Pó das Estrelas e Superjacto, terminam o álbum de maneira bem positiva, sendo esta última também uma das melhores do disco.

Temos então um trabalho “vintage” Xutos dos dias de hoje. Quem espera que eles voltem aqueles tempos dos anos 80, bem pode ficar quieto. Eu pessoalmente não me importo. Não sou  o maior dos fãs dos Xutos, mas tenho um respeito enorme por eles e continuo a ouvi-los bastantes vezes. A qualidade e o sentimento pode não ser o mesmo, mas as músicas continuam simples, entram no ouvido e deixam o povo alegre. Em suma, Xutos & Pontapés acaba por ser bastante semelhante ao seu predecessor, O Mundo ao Contrário, pelo que a minha apreciação é bastante semelhante aquela que eu faria se analisasse esse cd. Altos e baixos, qualidade bastante razoável e diverte. Xutos sempre em cima e venham mais 30.

Regresso em breve com o 2º Madagascar e a música voltará também com o mais recente trabalho dos Voivod.

Nota: 6.5

Single: Quem É Quem.

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Madagascar (2005)

Publicado por jcosta em 10/12/2009

Boas. A animação regressa ao review’em all, desta vez com o primeiro (tem de se começar pelo princípio não é verdade?) Madagascar.

Género: Animação.

Duração: 86 min.

Língua: Inglês.

Orçamento: 78 milhões de dólares.

Receita: 533 milhões de dólares.

Rating: M/4.

Tagline: Someone’s got a zoo loose.

Realizado por: Eric Darnell (Antz) e Tom McGrath.

Vozes: Ben Stiller (Tropic Thunder), Chris Rock (The Longest Yard), David Schwimmer (Friends), Jada Pinkett Smith (The Matrix Reloaded), Sascha Baron Cohen (Nomeado para 1 Óscar || Borat), Cedric The Entertainer (Be Cool) e Andy Richter (Scary Movie 2).

Sumário: No jardim zoológico de Central Park, a zebra Marty (Rock) celebra o seu 10º aniversário, sonhando em conhecer o mundo para além das barreiras do zoo. A estrela da companhia, o leão Alex (Stiller), acha completamente descabida a ideia do seu amigo, pois considera que não há nada melhor do que a vida ali no meio das pessoas. Numa noite, Marty foge do zoo para apanhar o comboio para o Connecticut, o que faz com que Alex e os seus outros dois amigos, a hipopótamo Gloria (Smith) e a girafa hipocondríaca Melman (Schwimmer), vão atrás dele. Na estação de comboio, encontram-se com o seu amigo, assim como com os 4 pinguins e os 2 macacos do zoo. Todos são sedados e enviados para o Quénia, devido à pressão dos activistas pelos direitos dos animais, defendendo que estes não podes ficar enclausurados. No navio, os pinguins soltam-se e assumem o leme, dirigindo-se para a Antárctida. Os caixotes de Alex, Marty, Gloria e Melman caiem à água e vão parar a uma ilha habitada por um bando de lémures, comandados pelo estranho rei Julien (Cohen), e que são constantemente perseguidos por predadores. Ao verem Alex a expulsar sem querer esses predadores, os quatro amigos caiem nas graças dos locais, o que faz com que o leão comece a pensar que a vida selvagem até pode nem ser tão má quanto parecia.

Review: I like to move it! I like to move it! A canção característica deste filme, quase que pode ajudar a adjectiva-lo. Madagáscar surge numa geração inovadora no que toca aos desenhos animados. Cada vez mais, quem monta tudo isto pensa também um pouco nos desgraçados dos pais, que têm de ir com os filhotes ao cinema. A fórmula é obviamente infantil, mas tem momentos de excelente humor e  algumas pequenas sátiras mais adultas, que certamente os putos não perceberão. E o Madagáscar não foge à regra.

Uma história bastante original e bem montada, consegue oferecer divertimento puro e duro para todas as idades. A introdução de piadas a filmes como o Cast Away ou a Beleza Americana, assim como as personagens dos macacos com sotaque britânico (será gozo?) e os infames pinguins, liderados pelo grande Skipper e constituídos também por Kowalski, Rico e o vesgo Private. Estes 4 caramelos dão um piadão às cenas que entram, com destaque para as chapadas e o momento da chegada à Antárctida.

O enredo é bastante previsível (como é óbvio), mas consegue-se sempre manter interessante e divertido. Isso deve-se muito ao investimento em mais personagens cómicas do que o costume. Além dos 4 camaradas, temos o brilhante Mort, que tem a cena mais gira do filme, quando é confrontado com o leão pela primeira vez (faço ideia os “tão fofinho”  que foram suspirados no cinema) e também pelo magnífico rei Julien, com a excelente interpretação na voz do Sascha Baron Cohen.

Não é uma obra prima, nem sequer o melhor filme de animação dos últimos tempos.  Por exemplo, achei a cena da velhota demasiado excessivo e desnecessário. Mas certamente que é bastante agradável de ver, dos 7 aos 77 como se costuma dizer. E isso é bom. Ao tornar as coisas mais adultas, toda a gente pode (e deve) apreciar. É cada vez mais errada a ideia de que os “bonecos” são para os míudos. Madagáscar prova isso mesmo.

Em breve voltarei com o 2º, Madagascar: Escape 2 Africa. Até lá.

Nota: 7

Trailer:

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