Olá mais uma vez. Continuando o seguimento dos filmes nomeados nas principais categorias dos óscares da academia, hoje a animação continua em destaque com o novo sucesso da Disney: A Princesa e o Sapo.

Género: Animação.
Duração: 97 min.
Língua: Inglês.
Orçamento: 105 milhões de dólares.
Receita: 169 milhões de dólares.
Rating: M/6.
Realizado por: Ron Clements (Nomeado para 2 Óscares || Aladdin) e John Musker (Nomeado para 1 Óscar || The Little Mermaid).
Vozes: Anika Noni Rose (Dreamgirls), Bruno Campos (Nip/Tuck), Keith David (The Chronicles of Riddick), Michael-Leon Wooley (Dreamgirls), Jennifer Cody, Jim Cummings (The Tigger Movie), Peter Bartlett (The Producers), Jennifer Lewis (Cars), Oprah Winfrey (Charlotte’s Web), Terrence Howard (Nomeado para 1 Óscar || Iron Man) e John Goodman (The Big Lebowski).
Sumário: Tiana (Rose), uma jovem negra e habitante de Nova Orleães, vive num lar modesto com os seus pais. A sua melhor amiga Charlotte (Cody), é rica e tem sempre tudo o que quer, mas não é por isso que deixam de se dar bem ou Tiana deixa de ser infeliz. O amor no seu lar é suficiente para ela. Juntas, as amigas ouvem histórias de sonho e de contos de fadas. O seu pai, constantemente fala no objectivo de construir um restaurante famoso. Anos mais tarde, Tiana trabalha de facto num restaurante, mas não no seu e a servir às mesas. Todo o dinheiro que ganha, vai juntando minuciosamente para cumprir o sonho do seu pai, entretanto falecido na guerra. Ao mesmo tempo, a cidade está um tumulto. O Príncipe Naveen (Campos) chegou à cidade e Charlotte, apronta-se para o conhecer e cumprir o seu sonho de ser uma verdadeira princesa. Porém, Naveen está falido. Com o seu estilo de vida boémio, os seus pais cortaram-lhe os fundos, o que parece não o afectar. Na cidade, conhece o mestre do oculto Dr. Facilier (David), que juntamente com o servo do Príncipe (Bartlett), foram um plano para o tirar do poder. Com isto, Naveen é transformado num sapo. Nessa noite, encontra Tiana desesperada por não conseguir os seus objectivos, convencendo-a a beijá-lo, pois como na história ele voltaria a ser um belo príncipe, podendo-lhe dar os fundos necessários à compra do restaurante. Mas o plano não corre bem e Tiana também se transforma num sapo. Agora os dois têm de se juntar de modo a que possam voltar à sua forma, com o auxílio de novos amigos e contra as forças do mal de Facilier, de modo a que os seus sonhos sejam cumpridos.
Review: Há uns tempos que a Disney parecia ter evoluído nos seus filmes. Além de produzir coisas afastadas da animação, também passou a acompanhar a evolução da tecnologia, que por exemplo, a Pixar usa e abusa. Porém, os grandes clássicos como a Branca de Neve, Cinderela, Bela e o Monstro, etc. é que sempre ficaram na memória de muitos, incluindo a minha. Quem pensa em Disney, pensa automaticamente em obras deste género. E com isto, alguns anos depois, a Disney decide apostar em A Princesa e o Sapo, num regresso a essa fórmula antiga e que tantas recordações deixaram.
Por isso aqui não há nada que saber. Rapariga pobre, apaixona-se pelo príncipe, o príncipe apaixona-se por ela, há um gajo mau e cheio de magia a querer fazê-los mal, mas depois por uma magia qualquer das fadinhas da Floribela, tudo corre bem, eles casam-se e vivem felizes para sempre. Basicamente seria isto o standard. E não minto quando digo que este Princess não foge muito a isso. Porém, há aqui umas situações engraçadas. A história clássica da tipa que beija o sapo e este se transforma num príncipe, é invertida e transforma-se ela também num sapo. Ora isto até soa ridículo, mas acaba por tornar a trama mais divertida. E os putos deverão delirar. Claro que o resto dos clichés estão todos lá, mas aqui a Disney conseguiu dar umas voltas interessantes, o que é bom. É como irmos daqui ao Porto pela A1… já sabemos como é, sempre a direito. Mas se calhar se formos por outra alternativa (que na minha pura ignorância não conheço), até é capaz de ser mais giro, porque se calhar até se vê coisas novas e ainda nos perdemos pelo caminho, o que dá mais emoção. E pronto, com esta maravilhosa metáfora descrevi um dos aspectos interessantes do filme.
Temos o regresso das animações mais clássicas, das canções da praxe, dos animais falantes, das coisas todas mágicas e do amor e não sei quê. Por estas e por outras, este filme é um “must” para a criançada mais nova. Para nós, gente mais velha (mas com menos juízo), é quase como ligar a M80 e ouvir uns belos clássicos. É bonito, entretém, mas depois começa já a fartar um bocadinho, porque começam a dar muita coisa que não interessa para nada. A história é bonita, fácil, sem grandes artimanhas e bem construída. Deu para matar saudades, para rir ainda um bocadinho e pronto. Acabou por aí.
O resto acaba depois por se tornar um bocado maçudo, principalmente porque como já se sabe onde a história vai parar, começa a fartar um bocadinho. Eu gosto muito de ver filmes de animação, mas já não é destes. Já tive o meu tempo para isto. Mas, acho que é de louvar o regresso da Disney a esta fórmula, pois acho que cada vez mais, as crianças devem ter mais dificuldade em captar tudo da nova vaga de obras de animação. Gostam por causa dos bonecos, percebem a história base, mas algumas moralidades / sátiras / piadas só são atingidas pelo pessoal mais velho. Com estes, já podem voltar a ter aqueles contos de fadas para rirem, cantarem, dançarem (e por esta altura os pais já estão a pensar NOOOOOO), chorarem (porque há sempre lamechices e pequenas tragédias) e principalmente, perceberem tudo de uma ponta à outra.
E pronto, é isto. Nada mais há a dizer além de que, dos que vi até agora, trata-se do inferior. Fica a faltar o Coraline para arrumar esta categoria, mas a próxima review não será sobre isso. Fartei-me de bonecos e deu-me para passar à 1ª divisão, com Up In The Air (nomeado em montes de categorias). Portanto, não percam, podem ir seguindo os posts sobre os nomeados aqui e fiquem bem.
Nota: 7
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